Justiça

Desembargadora do TJBA vai decidir sobre desbloqueio milionário de facção criminosa em Salvador

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Seis pessoas estão sendo investigadas na Operação Lideranças, que apura a atuação do Bonde do Ajeita em crimes graves na região  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 17/03/2025, às 12h30



O pedido de desbloqueio de R$ 6 milhões de uma facção criminosa de Salvador será analisado pela desembargadora Inez Maria Brito, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). O bloqueio dos bens foi determinado no curso da Operação “Lideranças”, deflagrada em julho de 20224, pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), com apoio da Polícia Militar. Os alvos da operação, segundo as investigações, são integrantes da facção “Bonde do Ajeita (BDA)”. 

O pedido de desbloqueio foi feito pela defesa de uma das investigadas, Larissa Laniele Silva Santos. A juíza substituta de 2º Grau, Nartir Dantas, determinou a redistribuição do caso para a desembargadora, por ela ser a relatora de diversos incidentes ligados à operação. 

Em sua decisão, Nartir Dantas destacou que a complexidade e o grande número de incidentes processuais ligados à "Operação Bonde do Ajeita" podem ter causado uma confusão na distribuição dos processos no Tribunal de Justiça da Bahia. Ela ressaltou que, de acordo com o Código de Processo Penal e o Regimento Interno do TJBA, a magistrada que primeiro tiver contato com um caso, através de algum ato processual, torna-se preventa para analisar os incidentes posteriores relacionados ao mesmo processo .  

A investigada busca na Justiça o desbloqueio de valores que foram apreendidos durante a operação que investiga o Bonde do Ajeita. A ação originária tem como objetivo desmantelar a organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes graves na Bahia . 

O pedido de desbloqueio já havia sido feito anteriormente para o Juízo da Vara de Organizações Criminais de Salvador, porém, o pedido foi negado pelo juiz Cidval Santos. Na decisão, o juiz ainda ponderou que o GAECO pediu a elevação do bloqueio de R$ 6 milhões, para R$ 20 milhões, pois as investigações apontavam que o grupo lavava mais de R$ 3 milhões por mês do tráfico de drogas. O MP ainda investiga a relação de Larissa Laniele com outro investigado, Fábio Rocha, com quem teria filhos. Fábio Rocha está preso por causa da investigação, junto com outros investigados. No total, são seis pessoas investigadas na Operação Lideranças. 

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