Justiça
O padre Luiz Augusto Ferreira da Silva foi condenado a devolver R$ 1,4 milhão aos cofres públicos por ter ocupado, durante anos, um cargo fantasma na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A decisão é fruto de um acordo firmado com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), que também impôs o pagamento de uma multa civil de R$ 46,5 mil, dividida em dez parcelas.
De acordo com o MP, o religioso teve um “enriquecimento ilícito” superior a R$ 3 milhões ao longo de quase 20 anos. Com o Acordo de Não Persecução Cível, as partes evitaram a judicialização do caso, com a reparação dos danos mediante o pagamento de R$ 1.397.086,14.
A ação civil por improbidade administrativa foi iniciada em 2015 e, após anos de negociação, resultou no acordo. Segundo a investigação, Luiz Augusto passou a receber salário da Alego em março de 1980, com remuneração mensal de R$ 11.803. No entanto, desde sua ordenação sacerdotal, passou a ser considerado um servidor fantasma.
Mesmo sem exercer de fato o cargo, ele continuou recebendo os pagamentos regularmente a partir de novembro de 1995 até a deflagração do caso.
Atualmente, o padre é pároco da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Procurada pelo G1, a paróquia informou que não irá se manifestar sobre o assunto.
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