Justiça

Direto de Lisboa: Ministro do STJ minimiza impacto de classificação do PCC e CV como grupos terroristas pelos EUA

Claudia Cardozo | BNews
Em entrevista ao BNews, ministro Rogério Schietti fala sobre a recente decisão dos EUA  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo | BNews
com informações de Claudia Cardozo

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Publicado em 01/06/2026, às 09h38 - Atualizado às 10h13



Presente no Fórum de Lisboa, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti Machado Cruz, apresentou, em entrevista ao BNews, sua opinião acerca da decisão dos Estados Unidos em  classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Para ele, a classificação comprova que essas duas facções têm se expandido de maneira muito rápida, não só no Brasil, mas também em outros países. "É algo realmente impactante. Eu acredito que, talvez, isso terá reflexos na diminuição do crescimento dessas facções que têm se alastrado por vários países. Então, acho que é uma é uma sinalização muito clara de uma atuação internacional e da expansão dessas duas facções", disse.

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Sobre possíveis intervenções militares dos EUA no Brasil, o ministro diz não acreditar nessa possibilidade, já que o Brasil tem mostrado o enfrentamento. "Não, eu não acredito.O governo brasileiro tem sido muito duro no enfrentamento do crime organizado, especialmente, prova disso é a recente lei que foi aprovada com um agravamento de sanções,um tratamento mais rigoroso contra todo tipo de organização criminosa, particular as que se beneficiam do tráfico, lavagem de dinheiro", opiniou.

"Eu, pessoalmente discordo. Não vejo essas facções como voltados, pelo menos na classificação técnica, que se dá ato de terrorismo. São facções violentas que exercem um domínio territorial e procuram, por meio da violência, da prática de crimes, se impor territorialmente e expandir seus negócios", opinou ao ser questionado se concorda com a classificação. 

Quando questionado sobre possíveis soluções para frear essas façções, o ministro pontuou que essa é uma situação complexa e composta por muitos fatores. "É muito difícil. Não existe uma solução mágica. Eu vejo que, no Brasil, há uma peculiaridade, talvez, em relação a outros países, que é a quantidade excessiva de armas contrabandeadas, especialmente, armas de grosso calibre: fuzis, adores. Talvez nenhuma população do mundo, hoje, tenha em seu poder, mesmo civis,quantidade de armas grosso calibre que existe no Brasil em poder, não só das facções criminosas, mas também de pessoas que, por algum motivo, acabam tendo acesso a essas armas”, disse.

BNews presente no Fórum de Lisboa

A jornalista Cláudia Cardozo, do BNews, está em Lisboa para acompanhar os bastidores e os debates do Fórum de Lisboa, que começou neste domingo (1º) na capital portuguesa. O encontro reúne ministros, parlamentares, juristas e representantes do poder público em torno de discussões sobre democracia, Justiça, tecnologia e os rumos das instituições.

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