Justiça

Dono de uma das maiores fabricantes de cadeiras do mundo, empresário acusa filhos de fraude em sucessão; entenda

Reprodução/ TV Globo
Disputa pela Flexform envolve laudo policial que aponta irregularidades  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ TV Globo
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2025, às 06h24



O empresário italiano Ernesto Iannoni, de 89 anos, trava uma batalha judicial contra os seus filhos por conta da sucessão de uma das suas empresas, a Flexform, uma das maiores fabricantes de cadeiras de escritório do mundo.
Erensto acusa os filhos de uma fraude milionária na sucessão em disputa que se arrasta há mais de uma década e já está sendo discutida no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
O conflito familiar começou em 2010, quando Ernesto se aposentou e passou o controle da Flexform Indústria Metalúrgica Ltda. aos filhos, Marco e Pascoal. O acordo previa que Iannoni iria receber 25% do valor da empresa, mas o resultado da avaliação deu início à briga.
Segundo a defesa de Ernesto, a empresa valia, na época, cerca de R$ 200 milhões, o que lhe garantiria o direito a R$ 50 milhões. O empresário diz, no entanto, que recebeu apenas R$ 16 milhões. A divergência nos valores o levou a entrar na Justiça em 2013, acusando os filhos de terem manipulado os números.
O advogado de Ernesto, Rafael Carneiro, afirma que a ação foi motivada pela descoberta de que os filhos teriam fraudado a contabilidade para subvalorizar a empresa. "O que moveu o senhor Ernesto a processar os filhos foi ter descoberto que os filhos fraudaram a contabilidade da empresa para subvalorizá-la e pagar menos do que lhe era devido", disse Carneiro em entrevista ao Fantástico.
A Polícia Civil de São Paulo concluiu um novo laudo que reforça as suspeitas de irregularidades apontas pelo empresário. A perícia aponta "escrituração irregular" de aproximadamente R$ 70 milhões e indica que outra empresa pode ter sido usada para ocultar bens. 
A defesa dos filhos do empresário disse, em nota, lamentam a continuidade da disputa, que "apenas gera sofrimento a todos os envolvidos". Afirmaram que o pai já moveu 22 processos sobre os mesmos fatos nos últimos 14 anos, e que 20 deles foram julgados improcedentes. Para os filhos, o novo inquérito é mais uma tentativa de reabrir uma discussão já encerrada pelo Judiciário.

Clique aqui e inscreva-se em nosso canal no Youtube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)