Justiça
A tarde desta terça-feira (3) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não foi de protocolos comuns. O clima de urgência que já rondava os corredores de Brasília se materializou quando o ministro Edson Fachin, presidente do órgão, interrompeu o sinal da transmissão oficial e ordenou o esvaziamento do plenário. O motivo: a necessidade de julgar, longe dos holofotes e sob sigilo absoluto, o destino do desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Magid Nauef Láuar, acusado de crimes contra a dignidade sexual e pedofilia.
Ao acompanhar o voto do corregedor Nacional, ministro Mauro Campbell Marques, o colegiado validou, por unanimidade, o afastamento cautelar do magistrado. De acordo com informações obtidas pelo BNews, a estratégia de sigilo extremo serviu como um escudo para as cinco vítimas que procuraram o CNJ voluntariamente. Fachin declarou que, embora a publicidade seja a regra, a proteção da intimidade dessas pessoas é um limite intransponível do Direito.
O peso do "Envelope Lacrado"
O rigor técnico desta sessão já havia sido anunciado anteriormente. Documentos e depoimentos descritos como "densos em verossimilhança" não circularam por e-mails ou nuvens digitais. Para evitar vazamentos que comprometessem a apuração, o gabinete da Corregedoria entregou as provas aos conselheiros fisicamente, em envelopes lacrados.
O movimento foi visto como uma resposta institucional necessária. Além da esfera administrativa, o material probatório contra o desembargador mineiro já está nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR) para o devido enquadramento criminal.
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