Justiça

'Escolas vendidas a estrangeiros obrigam pais a comprar material', diz representante de escolas particulares na Bahia

Devid Santana / Bnews
Sindicato das Escolas Particulares visa reduzir o desgate com os pais dos alunos  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / Bnews
Bruna Rocha com informações de Yuri Pastori

por Bruna Rocha com informações de Yuri Pastori

redacao@bnews.com.br

Publicado em 30/05/2025, às 10h46 - Atualizado às 11h02



Durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nesta sexta-feira (30), para debater a prática de vendas casadas de livros didáticos e plataformas digitais em escolas particulares, Wilson Abidon, presidente do Sindicato das Escolas Particulares, destacou que muitas escolas baianas estão sendo adquiridas por instituições internacionais, o que incentiva a compra dos livros.

“Estamos observando que muitas escolas estão sendo vendidas para grupos internacionais e até para outros grupos maiores, como escolas menores. Isso tem como consequência a venda de material didático, muitas vezes obrigando os pais a adquirir esses produtos devido à sua vinculação com uma rede de ensino”, disse o presidente a reportagem do Bnews. 

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Wilson ainda destaca que o Sindicato das Escolas Particulares sempre atuou junto ao poder público. “O Sindicato das Escolas Particulares, sempre atuou em conjunto com a SESCOM, o PROCON e o DECOM, mediando a relação entre as escolas e buscando o melhor entendimento para as famílias em relação a essa situação”, destacou.

“A definição do material didático sempre foi uma prerrogativa da escola, dentro do seu projeto político-pedagógico. Como sempre ocorreu, as escolas escolhem o material didático e definem como encaminhar essa informação aos pais, seja por meio de uma lista ou indicando onde adquirir os materiais”, aponta Wilson. 

Além disso, o presidente da instituição reforçou que hoje essa relação está desgastada, mas que desejam minimizar qualquer problema. “Essa relação está muito desgastada atualmente entre as famílias e as escolas, devido à polarização em torno da venda casada. Estamos buscando um entendimento por meio da audiência pública e de outras reuniões com os órgãos competentes para minimizar quaisquer problemas e reduzir o impacto sobre as famílias, sempre buscando o melhor para as crianças”, concluiu Wilson. 

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