Justiça

Falsas Promessas: Testemunhas dos acusados relatam ter ganhado carros e dinheiro em rifas investigadas por fraude

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A operação investiga o uso de redes sociais para promover rifas manipuladas, envolvendo empresas de fachada e laranjas.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Claudia Cardozo e Adelia Felix

por Claudia Cardozo e Adelia Felix

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/04/2025, às 13h08 - Atualizado às 13h16



A audiência de instrução da Operação Falsas Promessas, realizada nesta quarta-feira (16), na Vara de Organização Criminosa, ouviu parte das cerca de 70 testemunhas arroladas no processo.

Presidida pelo juiz Waldir Viana, a sessão contou com depoimentos de defesa, muitos dos quais reforçaram a boa conduta dos réus e alegaram desconhecer qualquer irregularidade nas rifas. Alguns testemunhos chegaram a relatar o recebimento de prêmios como automóveis e até R$ 80 mil em dinheiro, em tentativas de legitimar o esquema sob investigação. 

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Um dos principais réus é o influenciador digital baiano Ramhon Dias de Jesus Vaz, que movimentou mais de R$ 27 milhões sem comprovação de origem lícita. Ele é apontado como operador das rifas e tinha sete armas registradas, sendo que parte do armamento foi encontrada em um fundo falso sob a banheira de hidromassagem de sua casa. Ramhon também adquiriu um imóvel de R$ 6,6 milhões e uma lancha, e mantém relação com outro investigado, desde 2014, e que seria um traficante de drogas.

Operação Falsas Promessas
A Operação Falsas Promessas é uma ação da Polícia Civil, juntamente com o Ministério Público da Bahia (MP-BA) que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro e rifas ilegais no estado.

Influenciadores digitais, policiais militares e outras pessoas estão envolvidos em um esquema que movimentou cerca de R$ 680 milhões por meio de rifas fraudulentas em Salvador, Região Metropolitana, Vera Cruz, São Felipe, Juazeiro e Nazaré.

Eles usavam redes sociais para promover rifas de alto valor, mas os resultados eram manipulados para beneficiar membros da organização criminosa. Além disso, empresas de fachada e "laranjas" eram usados para ocultar a origem dos valores ilícitos.

A segunda fase da operação resultou na prisão de 24 pessoas, incluindo influenciadores conhecidos como Franklin Reis, Ramhon Dias e Nanam Premiações.

Entre os presos também estão nove policiais militares, como Lázaro Alexandre Pereira de Andrade (conhecido como Alexandre Tchaca), bastante famoso nas redes sociais. Um décimo envolvido seria um sargento da reserva que ainda não foi localizado pela polícia.

Foram apreendidos veículos de luxo, relógios, dinheiro em espécie e outros bens. A Justiça também bloqueou milhões em bens e valores relacionados ao esquema.

Classificação Indicativa: Livre

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