Justiça
por Cadastrado por Tácio Caldas
Publicado em 21/12/2025, às 09h40 - Atualizado às 10h10
A marca italiana Ferrari, com forte atuação no Brasil, em especial em Brasília e em São Paulo, ganhou a 'queda de braço' em um processo contra um entusiasta. O caso aconteceu com o dentista paulista, de Cachoeira Paulista, Vitor Estevan Ferreira.
O profissional havia construído uma réplica de um modelo clássico da Ferrari conhecida como F40. Esse modelo foi lançado em 1987, ou seja, há 38 anos e, atualmente, é considerado um veículo clássico e rarissímo de ser encontrado. Esse carro, normalmente é visto em coleções particulares ou em eventos da marca.
Por conta disso, inclusive, uma F40, em 2025, tem valores avaliados entre R$ 10 e R$ 48 milhões, a depender do estado do veículo. Em julho deste ano, por exemplo, uma Ferrari desse modelo foi a leilão por US$ 9,5 milhões, cerca de R$ 52,3 milhões. Esse número segue a cotação do Banco Central do Brasil (BCB) desse domingo (21).
A título de curiosidade, uma Ferrari original, a depender do modelo, pode ter um Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) altíssimo. Recentemente, inclusive, um proprietário de um carro da marca italiana teve que pagar o imposto com um valor assustador. À época, o dono de uma Ferrari Daytona SP3, de 2023, precisou pagar o IPVA no valor de R$ 731.677,08.
Entenda o caso
Essa disputa judicial contra Vitor Ferreira aconteceu depois que do dentista ter feito uma réplica da Ferrari F40 (Foto) e ter anunciado sua venda por R$ 80 mil. Por conta disso, a marca italiana contratou um advogado brasileiro para processar o profissional para que o veículo fosse destruído. A Justiça acatou o pedido e proibiu o brasileiro de fabricar novos modelos.
Além disso, a Ferrari pediu também uma indenização de R$ 100 mil por danos morais. Esse valor foi negado pela Justiça brasileira que aplicou um valor menor. Os números da indenização ficou em cerca de R$ 42,3 mil, mas depende dos bens do dentista que já alegou ter tido prejuízos profissionais e financeiros com todo o caso.
No entento, desde o início do processo, que já dura cinco anos, e até este momento, a Justiça ainda não localizou bens suficientes para atingir o montante da indenização. Isso quer dizer que os próximos capítulos podem tomar vários rumos, tal qual 'não parar' e perdurar por muitos anos na Justiça brasileira.
Nessa situação, um processo pode levar também à negativação do nome e ao bloqueio das contas de Vitor Ferreira e outras coisas mais. Entre elas estão a penhora de parte do salário/aposentadoria dele ou a realização de uma negociação ou parcelamento da dívida para evitar complicações do dentista. Em último caso, se a Justiça entender dessa forma, o processo pode ser suspenso por falta de bens para que seja realizado o pagamento da indenização.
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