Justiça
A Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza como foragido após ele não se apresentar às autoridades depois da revogação de sua liberdade condicional. As informações foram divulgadas pela colunista Mirell Pinheiro, do portal Metrópoles.
A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que determinou a expedição de um mandado de prisão para que o ex-atleta retorne ao sistema prisional e continue cumprindo a pena em regime semiaberto.
Segundo o tribunal, Bruno não se apresentou à Justiça após a revogação do benefício, o que levou à classificação dele como foragido. A ordem de prisão foi emitida na última semana, com validade para que o condenado retorne ao cumprimento da pena.
Em trecho da decisão judicial, o magistrado acolheu o parecer do Ministério Público e determinou a revogação do livramento condicional concedido anteriormente ao ex-goleiro.
“Acolho o parecer ministerial e revogo o livramento condicional concedido ao apenado (...). Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto”, diz parte do documento divulgado pelo tribunal.
Viagem sem autorização motivou decisão
A revogação do benefício ocorreu após Bruno viajar para o estado do Acre no início de fevereiro. Na ocasião, ele assinou contrato para atuar como goleiro profissional do Vasco do Acre.
No entanto, a viagem violou uma das condições impostas pela Justiça, que determinava que o ex-atleta não poderia deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia das autoridades.
Diante da irregularidade, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou que o ex-jogador retornasse ao regime fechado. O pedido, porém, foi parcialmente atendido pela Justiça, que optou por revogar o livramento condicional e determinar o retorno ao regime semiaberto.
Condenação pelo caso Eliza Samudio
Bruno cumpre pena pelo assassinato da modelo Eliza Samudio. O crime foi julgado em 2013 pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quando o ex-goleiro foi condenado a mais de 22 anos de prisão.
De acordo com as investigações do caso, a vítima foi morta e teve o corpo ocultado após o crime. Atualmente, Bruno precisa retornar ao sistema prisional para cumprir o restante da pena determinada pela Justiça.
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