Justiça

Funcionários da TAP “precisam” receber voz de prisão para embarcar pet no Aeroporto de Salvador; entenda

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Apesar de ter decisões judiciais a seu favor, inclusive com aplicação de multa, os funcionários da TAP não deixavam o pet de apoio emocional ir na cabine  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 15/07/2024, às 23h29   Cadastrada por Letícia Rastelly



Que a história da TAP com animais de estimação é problemática, todos sabem. Mas na semana passada a relação da companhia aérea com os pets ganhou um novo capítulo. Isso porque no último dia 8 o professor universitário, João Tud, que já havia recorrido à Justiça para que a empresa permitisse o transporte de Tite, seu cão de apoio emocional, conseguiu embarcar o animal apenas após um oficial de Justiça dar voz de prisão aos funcionários da empresa, no Aeroporto de Salvador.

De acordo com o Metro1, apesar de ter decisões judiciais a seu favor, inclusive com aplicação de multa, caso houvesse uma negativa da TAP, Tite foi barrado cinco dias antes. Tude conta ter ouvido de um homem, que se apresentou como advogado da companhia aérea, que a empresa tinha conhecimento das decisões da Justiça, mas não iria cumpri-las.

Com uma nova decisão judicial em mãos, o professor tentou embarcar mais uma vez com sua família e seu pet, no dia 8. Entretanto, dessa vez, o juiz determinou que a empresa emitisse novamente os cartões de embarque da família e do animal e que um oficial de Justiça os acompanhasse para garantir o cumprimento da decisão.

Autorizado a usar de ‘natureza coercitiva e presença de força policial’ se fosse necessário, o oficial realmente precisou acionar as polícias Federal, Civil e Militar. “Em anos de carreira nunca vi uma situação como essa em um embarque. É uma empresa que reiteradamente vem descumprindo as decisões judiciais. Em um momento falei para os advogados da empresa que o Brasil não é mais colônia de Portugal, por isso a TAP (empresa portuguesa) precisa cumprir as leis e decisões judiciais brasileiras”, contou Jaime Guimarães Lopes Junior, advogado do professor.

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