Justiça

“In dubio pro reo”! Homem é absolvido após passar 247 dias preso; Justiça entendeu que houve falha policial

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Homem relatou sobre o impacto emocional que sofreu por passar 247 dias preso  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram


Yago Mariano da Silva, de 25 anos, foi absolvido da acusação de tráfico de drogas pela Justiça de São Vicente (SP), após ficar preso por 247 dias. O juiz do caso reconheceu irregularidades na abordagem policial, como o desvio da viatura para um terreno baldio e o desligamento do GPS no momento da prisão, sem justificativa plausível. Diante dessas contradições, a Justiça aplicou o princípio “in dubio pro reo”, que em tradução livre significa “na dúvida, à favor do réu”, e determinou sua liberdade imediata.

A defesa de Yago solicitou a análise de dados de GPS e telemetria da viatura policial, alegando que a prisão foi arbitrária e baseada em um flagrante questionável. Esses elementos que foram determinantes para a decisão judicial

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Yago Mariano foi preso em 4 de março de 2024, em São Vicente (SP), sob a acusação de portar 80 porções de cocaína (148g), 101 porções de maconha (138g) e 43 pedras de crack (43g). Na versão dos policiais militares, eles teriam visto o acusado entregando algo suspeito a um indivíduo, que fugiu ao notar a presença da equipe. Com ele, também foram apreendidos R$ 313,00 em espécie, supostamente oriundos da venda de drogas.

No entanto, a defesa apontou diversas inconsistências no relato dos policiais e destacou que o GPS da viatura foi desligado logo após a abordagem, levantando dúvidas sobre a legalidade da prisão.

Yago afirmou que foi abordado de forma arbitrária enquanto comprava alimentos para sua filha e esposa.

O juiz Rodrigo Barbosa Sales reconheceu, em sua sentença, que não há justificativa para que a viatura tenha se deslocado para um terreno baldio, antes da delegacia, além do desligamento do GPS justamente no período em que Yago estava sob custódia.

O fato de Yago ter detalhado e sustentado a descrição dos seus passos no dia da prisão, foi outro fator levado em consideração na decisão judicial. Além disso, Yago relatou o impacto emocional dos 247 dias em que permaneceu preso injustamente. “Fiquei quase um ano atrás das grades sem ter feito nada, longe da minha família, longe da minha filha, que tem menos de cinco anos e, nessa idade, precisa do pai por perto”, disse ele.

Finalmente, Yago Mariano da Silva foi absolvido da acusação de tráfico de drogas, e a expedição do alvará de soltura foi imediatamente determinada pela Justiça.

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