Justiça

Juiz Fabio Francisco Esteves assume vaga no CNJ com defesa enfática da educação pública

Rômulo Serpa / CNJ
Novo conselheiro destaca origem humilde e o papel do ensino como ferramenta de mobilidade social e combate à opressão; assista entrevista de Manuelita Hermes sobre representatividade  |   Bnews - Divulgação Rômulo Serpa / CNJ

Publicado em 03/02/2026, às 19h49   Cibele Gentil e Claudia Cardozo



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) empossou três conselheiros para o biênio 2026–2027, em cerimônia realizada na tarde desta terça-feira (3). A solenidade foi presidida pelo ministro Edson Fachin, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Como novos membros, tomaram posse a desembargadora Jaceguara Dantas da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), e o Juiz Fabio Francisco Esteves, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Além deles, houve a recondução ao cargo da advogada da União Daiane Nogueira de Lira.

“Não há justiça sem educação”

Durante a solenidade, o juiz Fabio Francisco Esteves, em seu discurso, fez questão de pontuar sua identidade como homem preto e oriundo de uma família pobre do interior. Ele reforçou que sua chegada ao cargo é fruto direto do acesso ao ensino gratuito no Brasil e ressaltou a importância da construção de políticas públicas para a educação.

O magistrado se declarou como “filho da escola pública” e que todo o seu percurso, passando pela graduação, mestrado e o doutorado, foi possibilitado pelo ensino público. O juiz também foi enfático ao dizer que a educação representa, para homens e mulheres negros no país, a principal esperança de mobilidade social e a via necessária para abandonar lugares históricos de opressão.

Para o novo conselheiro, justiça e educação são valores inegociáveis e indissociáveis, afirmando categoricamente que não existe um sistema judiciário pleno sem que haja uma base educacional sólida para a população. “Não há justiça sem educação”, declarou.

Representatividade e celebração

A ascensão de Fabio Esteves ao CNJ foi celebrada como um marco de pluralidade institucional. Em entrevista ao BNews, procuradora federal AGU Manuelita Hermes Rosa Oliveira Filha ressaltou que a trajetória de Esteves, da zona rural à cúpula do Judiciário, não deve ser vista apenas como um êxito individual, mas como uma conquista coletiva que reflete a diversidade da sociedade brasileira.

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