Justiça

Sargento aposentado da PM suspeito de balear folião no Campo Grande é solto pela Justiça

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Polícia Civil tinha pedido a prisão do ex-miltar, mas a recomendação do MP-BA foi contrária a detenção  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Vídeo
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 07/03/2025, às 17h36



O sargento da Polícia Militar (PM-BA) da reserva, Valter Graciliano Sapucaia de Jesus, suspeito de efetuar disparos no circuito Osmar (Campo Grande), durante o Carnaval do Campo Grande, foi solto nesta sexta-feira (7), após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) que atendeu à recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), mesmo após pedido de prisão da Polícia Civil.

O militar ficou três dias preso. Câmeras de monitoramento teriam flagrado Valter atirando contra a vítima, que foi identificada como Bruno Souza Mendonça dos Santos. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (3), na Avenida Sete de Setembro, por volta das 23h30, no bloco 'As Kuviteiras'. 

O BNews obteve acesso à decisão judicial proferida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. No relatório é apontado que as “supostas imagens do fato sugerem que o disparo que atingiu Bruno Souza Mendonça dos Santos poderia ter sido efetuada por outra pessoa, merecendo maior aprofundamento das investigações”.

Desde a custódia do autuado e a conversão do seu flagrante em prisão preventiva, não foram apresentados elementos novos conducentes à conclusão de que a manutenção da prisão preventiva seria imperativa”, afirmou a juíza em sua decisão.

Apesar de ter sua prisão preventiva revogada, a determinação judicial é que o sargento está proibido de acessar ou frequentar festas populares, blocos de carnaval, boates, casas de espetáculo ou shows musicais, em qualquer condição, inclusive de prestador de serviço de qualquer natureza.

Além disso, a decisão ainda proíbe Valter Graciliano Sapucaia de manter contato com a vítima e testemunhas do fato, por qualquer meio de comunicação.

Relembre o caso

De acordo com os autos do processo, o sargento da PM foi identificado por câmeras de segurança efetuando disparos de arma de fogo contra Bruno durante uma confusão generalizada dentro do bloco carnavalesco.

Bruno foi atingido na região do quadril e apresentava lesões na boca e escoriações. Posteriormente, o número de pessoas feridas pelo disparo teria subido para três — duas mulheres e um homem.

A prisão foi realizada posteriormente na residência do sargento, onde a arma que teria sido utilizada no crime também foi encontrada. Questionado, Valter confirmou que estava armado no local do fato, mas se recusou a prestar mais detalhes. 

Em um trecho da decisão do TJ-BA, assinada pela juíza Catiusca Barros Vieira, a magistrada considerou que o sargento representava "risco concreto à sociedade, pois há indícios de seu envolvimento em outros crimes patrimoniais e no tráfico de drogas". 

Os antecedentes do flagranteado demonstram conduta reiterada no meio criminoso, evidenciando a necessidade da segregação cautelar para prevenção de novos delitos. Sua permanência em liberdade representa risco concreto à sociedade, pois há indícios de seu envolvimento em outros crimes patrimoniais e no tráfico de drogas", diz trecho da decisão do TJ-BA, assinada pela juíza Catiusca Barros Vieira.

Na noite da última segunda-feira (3), o sargento aposentado teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na sua decisão, a juíza Catiusca Barros Vieira havia dito que "Os antecedentes do flagranteado demonstram conduta reiterada no meio criminoso, evidenciando a necessidade da segregação cautelar para prevenção de novos delitos. Sua permanência em liberdade representaria risco concreto à sociedade, pois há indícios de seu envolvimento em outros crimes patrimoniais e no tráfico de drogas".

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