Justiça
Na abertura dos trabalhos do projeto Justiça em Território, em Ilhéus, no sul da Bahia, os desembargadores Alberto Raimundo e José Rotondano destacaram que a Justiça moderna não veste terno de distanciamento, mas sim a roupa do acolhimento e da proteção social.
Em um diálogo acessível, nesta quarta-feira (22), o desembargador Alberto Raimundo, ouvidor do TJBA, desmistificou a imagem tradicional e rígida da Justiça, explicando a diferença entre o trabalho dos juízes nas comarcas e a atuação dos desembargadores no Tribunal.
"Muitas vezes, a palavra 'desembargador' soa como um palavrão que ninguém conhece ou só ouve falar distante. Na prática, o cidadão conhece primeiro o juiz da sua cidade, que é a face direta da Justiça. O desembargador é aquele profissional que fez carreira para revisar essas decisões e garantir que o direito seja aplicado com justiça", explicou o ouvidor.
Formação do futuro
Ao se dirigir aos estudantes, o presidente do TJBA, desembargador José Rotondano, destacou o potencial da juventude presente no encontro e reafirmou a missão protetiva do Estado.
"Este projeto tem a finalidade de irmos até vocês pessoalmente, estudantes, que serão o futuro do nosso país. Daqui certamente sairão prefeitos, deputados, médicos e professores. Nós queremos mostrar o que o Poder Judiciário faz e reafirmar nosso compromisso no combate à violência doméstica, digital e contra crianças e adolescentes. Estamos aqui para proteger e acudir vocês", ressaltou Rotondano.
Um Tribunal de portas abertas
A ação faz parte do movimento contínuo de interiorização e humanização do TJBA, aproximando magistrados e comunidade sem as formalidades que historicamente distanciaram a população dos tribunais.
A proposta é ouvir as demandas da juventude e dos educadores diretamente na ponta, contando com a parceria das gestões municipais e das equipes escolares locais para fortalecer a rede de proteção social.
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