Justiça
por Cibele Gentil
Publicado em 23/08/2026, às 13h56
A Justiça do Rio de Janeiro resolveu manter a prisão temporária dos seguranças investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro. Os dois homens são suspeitos de espancar a vítima, confundida com um ladrão de bicicletas. O crime aconteceu no último dia 11, no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital.
Os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias passaram por audiência de custódia neste sábado (22). O juiz Rafael de Almeida Rezende considerou que os mandados de prisão foram regularmente expedidos e permanecem dentro do prazo de validade.
“Não há notícia de alteração das decisões que determinaram as prisões e permanecem válidos os fundamentos que levaram à decretação das prisões temporárias”, argumentou o magistrado para fundamentar a decisão. Ele também escreveu que “eventuais pedidos da defesa deverão ser apresentados ao juízo natural responsável pelo caso”.
A defesa de Davi Santos Machado, o segurança que estava com um porrete na mão, pediu que seus dados sensíveis permanecessem em sigilo. O pedido, contudo, foi indeferido pelo juiz, que “considerou que não constavam dados sensíveis nos autos e destacou que o próprio custodiado não soube informar seu endereço e telefone atuais”.
Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi espancado até a morte na Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana. Às 22h30, ele havia saído de casa, em Botafogo, para um passeio de bicicleta, como fazia habitualmente.
Além dos seguranças, outras duas pessoas também participaram do espancamento. Os entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva também estão presos.
Ainda existe a participação de um quinto homem, que aparece nas imagens das câmeras de segurança desferindo um chute na cabeça da vítima. O suspeito ainda não foi identificado pela polícia e segue foragido.
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