Justiça
A Justiça do Trabalho determinou a suspensão imediata da dispensa coletiva de 33 funcionários do setor de radiologia do Hospital da Bahia, localizado no bairro da Pituba, em Salvador. A decisão liminar foi proferida na quarta-feira (5) pelo juiz Cássio Meyer Barbuda, titular da 10ª Vara do Trabalho de Salvador, e impede os desligamentos enquanto não houver negociação com a representação sindical dos trabalhadores.
A medida atende a uma ação ajuizada pelo Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado da Bahia (Sindimagem), que questionou a ausência de negociação prévia sobre as demissões. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também ingressou no processo por considerar que o caso envolve “interesse público e repercussão social”, reforçando o pedido para que os desligamentos sejam interrompidos e haja negociação coletiva.
O caso ganhou repercussão depois que a Rede Américas, que participa da gestão da unidade, comunicou ao sindicato a intenção de desligar os profissionais da radiologia em agosto. Há suspeita de que a mudança esteja relacionada à implantação de um sistema de controle remoto de equipamentos e à substituição dos empregados por contratações de pessoas jurídicas. Após a divulgação das informações e o recebimento de denúncias, o MPT instaurou inquérito para apurar a situação.
A ação tem como réus o Hospital da Bahia (HBA S/A Assistência Médica e Hospitalar), a Diagnósticos da América S.A. (Dasa) e a Ímpar Serviços Hospitalares S/A (Rede Américas). As empresas terão cinco dias para comprovar o cumprimento da ordem judicial. O processo continuará tramitando e tem audiência prevista para outubro, no Fórum 2 de Julho, da Justiça do Trabalho. Até lá, permanece suspensa a possibilidade de dispensa coletiva dos trabalhadores da radiologia.
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