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Liberdade ignorada: Justiça manda soltar, mas homem fica preso por mais de um ano em presídio na Bahia

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Caso levanta suspeita sobre falha em presídio administrado pela SEAP e falta de resposta de autoridades  |   Bnews - Divulgação Divulgação/SEAP
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2026, às 05h43



Um erro no cumprimento de um alvará de soltura fez com que um homem permanecesse preso por 1 ano, 4 meses e 12 dias além do prazo legal no Conjunto Penal de Irecê, na Bahia.

O caso foi identificado durante uma audiência de instrução e levou a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) a abrir apuração sobre possível falha operacional no sistema prisional ou na comunicação entre plataformas judiciais. Autoridades do sistema penitenciário baiano não se manifestaram diante da Justiça.

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Falha em sistemas levanta suspeita
O problema veio à tona após consulta ao BNMP (Banco Nacional de Monitoramento de Prisões), que já indicava o status do interno como “em liberdade”, mesmo com ele ainda custodiado. O alvará de soltura havia sido expedido em 20 de outubro de 2023 pela 2ª Vara Judicial de Anicuns, em Goiás.

Apesar disso, o homem só foi colocado em liberdade em 7 de março de 2025, segundo dados do SIAPEN/BA (Sistema de Informações do Sistema Penitenciário da Bahia). Nesse período, ele permaneceu preso indevidamente.

Registros também apontam que o interno deu entrada no Conjunto Penal de Irecê em 6 de outubro de 2023, poucos dias antes da expedição do alvará.

Autoridades não responderam
A Corregedoria informou que solicitou esclarecimentos ao diretor da unidade prisional, ao superintendente de Gestão Prisional da Bahia, Luiz Cláudio Santos da Silva, e ao corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), coronel Hilton Teixeira dos Reis. Segundo o despacho, não houve resposta por parte das autoridades.

Diante da ausência de manifestação, o corregedor-geral da Justiça, Emílio Salomão Resedá, determinou o envio de ofício ao secretário da SEAP (Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização), José Carlos Souto de Castro Filho, para que preste informações e adote providências.

O processo foi suspenso por 30 dias, prazo estabelecido para o envio das respostas por meio eletrônico ou pelo sistema PJeCor (Processo Judicial Eletrônico da Corregedoria).

Classificação Indicativa: Livre

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