Justiça

Marcelo Bretas diz que foi imprudente na condução da Lava Jato no RJ

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O juiz aposentado Marcelo Bretas diz que foi imprudente na Lava Jato, mas considera fator político em punição do CNJ  |   Bnews - Divulgação Reprodução / GloboNews
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/06/2025, às 21h41



Aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz federal Marcelo Bretas reconheceu foi imprudente em alguns episódio durante a condução da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro. Ele concedeu entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, publicada nesta quarta-feira (25), qual pontuou ser excessiva a pena aplicada pelos conselheiros.

Para Bretas, houve conotação política na decisão. O magistrado apontou ainda influência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STF). O CNJ entendeu que foi irregular a ação de Bretas ao determinar bus em escritórios de advocacia, na interferência nas eleições de 2018 em ação contra Eduardo Paes, dentre outros pontos.

O juiz reconheceu imprudência ao intermediar conversa entre o advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho e um procurador sobre a confissão do empresário Fernando Cavendish - o acordo de delação ainda não havia sido fechado. "Eu fui ousado. Porque quem está de acordo com a lei não tem o que temer. Se a lei me acoberta, se eu estou agindo dentro da lei, eu tenho que ser ousado", disse o juiz, na entrevista. 

Bretas disse que se excedeu no uso de redes sociais, mas não entendeu da mesma forma a relação com políticos nem as ações contra escritórios de advocacia ligados a parentes de ministros e desembargadores.

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