Justiça
Aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz federal Marcelo Bretas reconheceu foi imprudente em alguns episódio durante a condução da Operação Lava Jato do Rio de Janeiro. Ele concedeu entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, publicada nesta quarta-feira (25), qual pontuou ser excessiva a pena aplicada pelos conselheiros.
Para Bretas, houve conotação política na decisão. O magistrado apontou ainda influência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STF). O CNJ entendeu que foi irregular a ação de Bretas ao determinar bus em escritórios de advocacia, na interferência nas eleições de 2018 em ação contra Eduardo Paes, dentre outros pontos.
O juiz reconheceu imprudência ao intermediar conversa entre o advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho e um procurador sobre a confissão do empresário Fernando Cavendish - o acordo de delação ainda não havia sido fechado. "Eu fui ousado. Porque quem está de acordo com a lei não tem o que temer. Se a lei me acoberta, se eu estou agindo dentro da lei, eu tenho que ser ousado", disse o juiz, na entrevista.
Bretas disse que se excedeu no uso de redes sociais, mas não entendeu da mesma forma a relação com políticos nem as ações contra escritórios de advocacia ligados a parentes de ministros e desembargadores.
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