Justiça

Carro de luxo da família de líder do PCC pode ser usado pelas autoridades; entenda

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Carro de luxo foi apreendido na Operação Primma Migratio  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil


A Marinha do Brasil solicitou à Justiça do Ceará autorização para utilizar um veículo de luxo apreendido durante a Operação Primma Migratio, deflagrada pela Polícia Federal em 2024, que tinha como foco desmanchar um esquema de jogo do bicho e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 300 milhões no estado. O objetivo é que a Toyota Hilux apreendida faça parte da frota militar.

A Operação Primma Migratio teve como alvo integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo parentes de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do grupo. O veículo em questão, estava ligado aos suspeitos envolvidos no esquema criminoso.

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O pedido foi formalizado por meio de um ofício assinado por um comandante da Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará, instituição responsável pela formação de marinheiros para o Corpo de Praças da Armada. A Marinha justifica que há uma “sensível carência de veículos em condições de apoiar as tarefas administrativas” da instituição, o que compromete a eficiência das missões militares, de acordo com informações da coluna de Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.

Outros veículos de luxo apreendidos na mesma operação já foram autorizados a integrar a frota da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), conforme prevê a legislação. O Judiciário, porém, ainda não se manifestou sobre o pedido feito pela Marinha.

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