Justiça
O dono do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, recebeu informações sigilosas de seu grupo criminoso, chamado de "A Turma" e classificado como "contrainteligência armada", antes de tentar fugir do País e ser preso no Aeroporto de Guarulhos (SP) no ano passado.
As informações constam em relatórios da menção à conclusão da Polícia Federal (PF), e foram citadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar mais uma operação do caso Master na última quinta-feira (9).
De acordo com o Estadão, o alvo da operação foi o publicitário Thiago Miranda, dono de uma agência suspeita de contratar influenciadores para fazer ataques ao Banco Central e ações contra jornalistas.
Graças à atuação desse grupo [criminoso], com traços de verdadeira contrainteligência armada, Daniel Vorcaro chegou a tomar ciência prévia da operação policial deflagrada no dia 18/11/2025, acionando previamente a sua rede de contatos para mitigar seus efeitos, e empreender tentativa de fuga no dia 17/11/2025, a qual acabou sendo frustrada em função de sua prisão preventiva, realizada no aeroporto de Guarulhos/SP, quando estava prestes a embarcar em voo internacional", escreveu o ministro, em referência aos relatórios da PF.
Após Vorcaro ser detido no aeroporto, em novembro passado, a defesa do banqueiro negou "veementemente que ele estivesse fugindo do País" e sustentou que "o destino final do voo era Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde Vorcaro pretendia se encontrar com parte dos compradores do Banco Master".
A situação, como o mero senso comum indica, poderia ser mais bem tratada com a adoção, por exemplo, de medidas cautelares alternativas, como proibição de contato entre os investigados, ou mesmo monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar", afirmou André Mendonça.
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