Justiça

Ministério Público recomenda adequações emergenciais no Hospital Regional de Eunápolis

Imagem Ministério Público recomenda adequações emergenciais no Hospital Regional de Eunápolis
Auditoria revela precariedades no Hospital Regional de Eunápolis, incluindo falta de medicamentos e equipamentos essenciais.  |   Bnews - Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 23/01/2025, às 07h33



O Ministério Público da Bahia (MPBA)  quer que a Secretaria Municipal de Saúde e a direção do Hospital Regional de Eunápolis adotem medidas emergenciais a fim de corrigir irregularidades que comprometem a prestação de serviços à população.

A recomendação, assinada pela promotora de Justiça Mariana Araújo Libório, destaca que o hospital enfrenta sérios problemas estruturais, como falta de insumos, medicamentos, alimentação adequada, e deficiência nos equipamentos, como tomógrafos e aparelhos de raio-X. Além disso, a unidade apresenta problemas de conservação física, dificuldade na higienização e insuficiência de pessoal.

Essas questões foram confirmadas em auditoria realizada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), que apontou também a inexistência de comissões internas essenciais para o controle da infecção hospitalar, armazenamento inadequado de medicamentos e insumos, e precariedade nos ambientes de trabalho, incluindo lavanderia, cozinha e climatização.

A recomendação estabelece prazos para as adequações. Dentro de 60 dias, a gestão do hospital deve solucionar problemas operacionais, como composição de equipes, aquisição de medicamentos e regularização de equipamentos. Em até 90 dias, devem ser realizadas obras estruturais para melhorar a acessibilidade, prevenção de incêndios e acomodação dos leitos, entre outras adequações.

O MPBA também exige que as providências adotadas sejam comunicadas no prazo de 10 dias. O não cumprimento da recomendação poderá levar à adoção de medidas judiciais para garantir o direito fundamental à saúde da população, assegurado pela Constituição Federal.

A promotoria enfatiza que, embora o atendimento à recomendação não seja obrigatório, sua recusa poderá resultar em ações judiciais, já que a saúde é um direito fundamental e um dever do Estado, conforme determina o artigo 196 da Constituição.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)