Justiça

Moraes vincula vazamento de mensagens a organização criminosa que visa fechar o STF

Marcelo Camargo / Agência Brasil
Ainda segundo o jornal, a investigação foca no ex-auxiliar do TSE, Eduardo Tagliaferro, cujo celular, suspeito de ser a origem do vazamento, foi apreendido pela Polícia Civil  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo / Agência Brasil

Publicado em 23/08/2024, às 05h42   Redação



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionou o vazamento de mensagens de seu gabinete a uma organização criminosa que, segundo ele, busca desestabilizar as instituições e restaurar a ditadura no Brasil. As informações são da Folha de São Paulo.

De acordo com a reportagem, o inquérito foi aberto após a Folha revelar que o gabinete de Moraes ordenou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando o ministro presidia o órgão na época, a produção de relatórios para embasar decisões contra bolsonaristas no inquérito das fake news. Moraes afirmou que o vazamento é um indício de uma articulação maior contra a democracia e o Estado de Direito.

Ainda segundo o jornal, a investigação foca no ex-auxiliar do TSE, Eduardo Tagliaferro, cujo celular, suspeito de ser a origem do vazamento, foi apreendido pela Polícia Civil. A defesa de Tagliaferro criticou a condução do caso pelo ministro, argumentando que seu cliente negou o vazamento e poderia ser uma boa testemunha para a investigação, embora esteja sendo tratado com excesso de rigor.

Moraes e outros ministros do STF, como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, manifestaram apoio ao processo, ressaltando que todas as ações estavam documentadas e dentro da legalidade. Enquanto isso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) arquivou um procedimento disciplinar contra juízes mencionados no caso, movido pelo partido Novo, validando a atuação dos magistrados envolvidos.

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