Justiça
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado da Bahia e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), na última terça-feira (8), cobrando a realização de concurso público para o provimento de cargos técnicos e permanentes na instituição.
A promotora de Justiça Eduvirges Tavares, responsável pela ação, aponta que o Ipac jamais realizou concurso público para admissão de servidores, mantendo em seu quadro profissionais que ingressaram sem concurso antes da Constituição de 1988, além de contratados por indicação política ou via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).
A ação civil pública tem origem em um inquérito instaurado pelo MP-BA para investigar irregularidades na ocupação de cargos públicos no órgão. Além da exigência do concurso, o texto solicita liminarmente a proibição de novas contratações via Reda para suprir carências do quadro técnico, e requer a realização de audiência para tentativa de conciliação.
O Ministério Público propôs um cronograma para o cumprimento da medida, prevendo:
6 meses para publicação do edital
12 meses para realização das provas
18 meses para nomeação e posse dos aprovados
Segundo a promotora, a atual estrutura funcional do Ipac é composta por profissionais despreparados ou desatualizados, segundo relatado pelo próprio Instituto. Essa falta de qualificação estaria comprometendo a missão institucional do órgão de proteger o patrimônio cultural da Bahia, como determina o artigo 216 da Constituição Federal.
Ela também destacou os prejuízos causados pela ausência de técnicos especializados, com processos de tombamento paralisados e má gestão do Parque Imobiliário de Salvador, que inclui bens históricos como o Pelourinho. Isso tem acarretado perdas patrimoniais, culturais e financeiras para o estado e para a sociedade.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto