Justiça
Publicado em 22/11/2024, às 11h41 Dandara Amorim e Victória Valentina
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) promove, nesta sexta-feira (22), a 7ª Conferência Tecnologia e Infância. O evento, que acontece no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, reúne especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para discutir os impactos da tecnologia no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
A conferência, entre outros temas, abordará os riscos à privacidade, o uso seguro de dados e os efeitos físicos e psicológicos do ambiente digital, ajudando os jovens a se proteger do ambiente digital.
Em entrevista ao BNews, o promotor de Justiça Alisson da Silva, explicou que aproximadamente 300 alunos de diversas escolas estão presentes hoje no auditório para participar da conferência. Segundo ele, um dos projetos do MPBA é o Cidadania Digital, que envolve adolescentes do 8º e 9º ano da rede pública para ensinar sobre cyberbullying, estereótipos, automutilação e outros assuntos importantes.
"Isso é uma constante luta. A gente hoje trabalha com a tecnologia de uma forma, amanhã ela evolui e a gente tem que trabalhar de forma evolutiva. Então a gente sempre aborda praticamente as mesmas temáticas relacionadas ao uso excessivo. Estamos num processo muito crítico do uso excessivo das redes sociais. Eu considero direito fundamental que crianças e adolescentes tenham acesso à internet, mas é necessário ter um controle. E o Ministério Público tem esse papel de ajudar os pais e os adolescentes a como lidar com essas novas tecnologias", disse.
A promotora Ana Emanuele Cordeiro, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (CAOCA), afirmou que não dá mais para ficar de fora do mundo tecnológico, mas que é necessário ensinar como os adolescentes podem usar as ferramentas.
"É importante que eles estejam cientes que precisam usar de maneira segura, não pode divulgar fotos íntimas, não podem divulgar determinadas informações pessoais, entrar em contato com pessoas que prejudiquem essa interação. Então existe uma série de orientações que devem ser fornecidas aos adolescentes para que eles possam utilizar a tecnologia de forma segura", explicou.
Cordeiro também opinou sobre a lei que proíbe o uso de celulares na escola. Para ela, o aparelho só deve ser utilizado dentro do ambiente acadêmico para uso pedagógico. "Não é questão de proibir, é de utilizar de forma segura e moderada, não inviabilizando o contato pessoal. A gente via que no período de intervalo, as crianças paravam de se relacionar para utilizar a tecnologia, perdendo oportunidade de brincar, interagir e aprender. Então a ideia é que não afaste a tecnologia, mas empodere o adolescente para que ele use de forma mediada, de acordo com a sua idade", finalizou.
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