Justiça

MPBA investiga precariedade na saúde mental infantojuvenil em Salvador

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A falta de profissionais e a ausência de uma rede ambulatorial adequada agravam a crise nos Centros de Atenção Psicossocial  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 05/08/2025, às 09h35



O Ministério Público da Bahia (MPBA) abriu um procedimento administrativo para investigar a crise na saúde mental de crianças e adolescentes em Salvador. O promotor de Justiça Moacir Silva do Nascimento Júnior aponta graves falhas nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPS IA), que estão superlotados e sem profissionais suficientes. 

O problema se agrava com a ausência de uma rede ambulatorial adequada e a dificuldade de transição de adolescentes para os CAPS adultos, que também operam acima da capacidade.

Para apurar a situação, o MP-BA notificou o Estado da Bahia e o Município de Salvador, dando um prazo de 30 dias para que apresentem uma série de informações. O órgão quer saber a capacidade real dos CAPS, o número de profissionais, os dados sobre a demanda reprimida e as estratégias para a contratação de mais especialistas, como psiquiatras infantis. 

Além disso, o Ministério Público exige detalhes sobre a capacitação dos médicos reguladores de psiquiatria e o andamento da implantação de um serviço de telepsiquiatria. A medida busca encontrar soluções para a rede de atendimento e garantir o direito à saúde mental de crianças e adolescentes da capital.

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