Justiça

“Não tem jeito de escapar disso”, afirma advogado Eddie Parish sobre uso de IA no INSS

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O advogado afirma que o INSS vai utilizar a inteligência artificial (IA) para poder fazer mais análises dos benefícios  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Cláudia Cardozo / BNews

Publicado em 13/08/2025, às 13h32 - Atualizado às 13h58   Cláudia Cardozo e Leonardo Oliveira



As novas tecnologias de informação têm impactado fortemente o setor jurídico, e na área previdenciária não é diferente. De acordo com o advogado Eddie Parish, em entrevista ao BNEWS, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai utilizar a inteligência artificial (IA) para realizar análises mais detalhadas dos benefícios. “Não tem jeito de escapar disso”, afirma o advogado especializado em Direito Previdenciário.

Eddie Parish participou do 4º Congresso Internacional de Inovação Jurídica, o AB2L Lawtech Experience, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e destacou que o uso da IA já ocorre há algum tempo para analisar benefícios como aposentadorias por idade e por tempo de contribuição.

“Quando você diz que vai se aposentar em 24 anos pelo INSS, aquilo é puramente inteligência artificial atuando. O sistema usa toda a base de dados existente no INSS, faz um cálculo rápido e preliminar, mas consegue gerar o resultado necessário para conceder a aposentadoria”, explica.

“Não necessariamente sai correto ou perfeito, mas ele concede o benefício, e cabe ao cidadão depois fazer a conferência”, complementa o especialista. Segundo o advogado, apesar das ferramentas tecnológicas, a área previdenciária ainda enfrenta algumas barreiras.

“O INSS hoje dificulta muito o trabalho dos advogados que atuam na área. Temos várias restrições no portal do advogado para acesso com tokens e certificados digitais. Atualmente, só é permitido que o advogado atue na área previdenciária com um token físico do tipo A3”, conta.

Ele ressalta que isso vai contra a necessidade da população, já que as ações previdenciárias crescem conforme aumenta a demanda por benefícios previdenciários e assistenciais.

“Utilizar a tecnologia para gerir melhor essa demanda é fundamental. Da mesma maneira, é importante que o INSS e o Estado entendam que o volume de benefícios pleiteados não está necessariamente ligado à fraude, mas sim à necessidade da população, que hoje enxerga melhor seus direitos e conta com orientação adequada”, enfatiza.

As novas tecnologias de informação têm impactado fortemente o setor jurídico e quando se trata da área previdenciária não é diferente. De acordo com advogado Eddie Parish, em entrevista ao BNews, o vai utilizar a inteligência artificial (IA) para poder fazer mais análises dos benefícios. “Não tem jeito de escapar disso”, afirma o advogado especializado em Direito Previdenciário.

Eddie Parish esteve presente no 4º Congresso Internacional de Inovação Jurídica, o AB2L Lawtech Experience, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo e afirmou que o uso da IA já ocorre há um tempo para poder analisar os benefícios, como aposentadorias por idade e por tempo de contribuição. 

“Quando você diz que você se aposenta em 24 anos no INSS, aquilo é puramente inteligência artificial atuando, onde ele pega toda a sua base de dados que já existe no INSS, faz um cálculo rápido e raso, mas consegue alcançar o resultado necessário para lhe aposentar e com isso ele concede a sua aposentadoria”, explica. 

“Não necessariamente sai correto, perfeito, mas ele concede o benefício e cabe a você depois fazer essa conferência”, complementa o especialista. Segundo o advogado, apesar das ferramentas tecnológicas, a área previdenciária ainda passa por algumas barreiras. 

“O INSS hoje combate muito o volume dos advogados que estão indo para a área. Nós temos várias restrições hoje no portal do advogado para acesso com os tokens, certificados digitais. Hoje só é permitido o advogado advogar na área da previdência com um token físico (A3)”, conta.

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Ele explica que isso vai contra a necessidade da população, pois as ações previdenciárias crescem em conjunto com a quantidade de demandas que as pessoas necessitam dos benefícios previdenciários e assistenciais.

“Utilizar a tecnologia para gerir melhor essa quantidade é fundamental. Da mesma maneira que é importante que INSS e o Estado entenda que o volume de benefícios previdenciários pleiteados não está necessariamente ligado à fraude e sim, a necessidade da população que enxerga melhor os seus direitos e tem melhor orientação”, enfatiza.

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