Justiça
É com o fim da gestão da defensora pública geral da Bahia, Firmiane Venâncio, que se encerra um ciclo de 10 anos de um grupo político que ajudou a retomar a importância da Defensoria Pública do Estado. No próximo domingo, dia 2 de março, Venâncio passará o bastão para a defensora pública Camila Canário, escolhida pelo governador Jerônimo Rodrigues, a partir de uma lista tríplice formada pela classe.
Em entrevista ao BNews, a defensora pública avalia não só o período de sua gestão, mas de um trabalho que começou há 10 anos, quando Clériston Cavalcante de Macedo foi escolhido para chefiar a instituição. Neste primeiro bloco, Firmiane Venâncio afirma que a Defensoria ganhou uma “nova cara” nesse período. “Fizemos a Defensoria ser mais conhecida pela população, em uma estratégia de expansão, com o conhecimento da população sobre os nossos serviços”, afirmou. Uma das conquistas mais importantes para a gestora foi expandir os serviços da Defensoria para os 27 territórios de identidade do estado e ampliar para 426 defensores públicos.
Um dos períodos mais delicados da gestão de Firmiane Venâncio foi o enfrentamento da greve deflagrada pela categoria por 40 dias, para forçar a aprovação de um projeto de lei que valoriza a carreira. Segundo Firmiane, a greve não afetou os serviços da Defensoria, que atingiu um feito de mais de três milhões de atos judiciais em 2024.
Ela também falou do uso dos métodos de resolução de conflitos extrajudiciais para evitar litígios desnecessários e longos no Judiciário.
Já no último bloco, Firmiane Venâncio avalia o movimento político que inviabilizou sua recondução ao cargo de chefe da Defensoria Pública por mais dois anos.
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