Justiça

Novos conselheiros tomam posse e alteram composição do CNJ

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Cinco novos conselheiros, entre eles três mulheres, assumem o CNJ e trazem à tona temas como igualdade de gênero e modernização  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/05/2026, às 11h38



O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem nova composição a partir desta segunda-feira (19). Cinco novos conselheiros, três mulheres e dois homens, assumiram as cadeiras para um mandato de dois anos, em solenidade conduzida pelo presidente do órgão, ministro Edson Fachin. A chegada dos novos integrantes renova parte das 15 vagas do colegiado e traz para o centro do debate temas como modernização tecnológica, igualdade de gênero e o acesso à justiça pelas populações vulneráveis.

Durante o ato, Fachin pontuou que essa rotatividade é uma oxigenação necessária para que a instituição continue acompanhando as transformações da sociedade. O ministro destacou que o tribunal administrativo ganha fôlego para responder às demandas crescentes por agilidade e eficiência.

O aumento da bancada feminina deu o tom dos discursos de posse. Vinda do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a ministra Kátia Magalhães Arruda chamou a atenção para a realidade social do país, defendendo o combate firme ao trabalho infantil. No mesmo sentido, a juíza Noemia Aparecida Garcia Porto destacou o peso da responsabilidade constitucional que os novos conselheiros assumem na formulação das políticas judiciárias.

A tecnologia e a segurança pública também entraram na pauta dos empossados. A desembargadora federal Andréa Cunha Esmeraldo tratou de um dos temas mais complexos da atualidade: a regulamentação da inteligência artificial dentro dos tribunais, ligando o avanço tecnológico à necessidade de combater de forma mais eficaz a violência doméstica.

A busca por uma prestação de serviço mais rápida e compreensível para o cidadão comum foi defendida pelo desembargador do trabalho Paulo Regis Machado Botelho. Ele afirmou que a magistratura precisa adotar uma comunicação direta e sem entraves com o público.

Fechando as manifestações, o juiz federal Ilan Presser garantiu que sua atuação terá como foco a proteção das camadas mais fragilizadas da população, afirmando que a estrutura do Judiciário deve servir como canal de inclusão e garantia de direitos para quem mais precisa.

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