Justiça

Número de divórcios cai no Brasil e aumentam os casais em união estável

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Segundo advogado, novas formas de se relacionar são um reflexo da contemporaneidade que explicam a queda no número de divórcios  |   Bnews - Divulgação Repridução/Pixabay

Publicado em 30/12/2022, às 16h32   Cadastrado por Lorena Abreu



Entre janeiro e novembro de 2022 foram registrados 68,7 mil divórcios nos país, o menor número desde 2018. O dado é do Colégio Notarial do Brasil (CNB) e representa uma queda de 10% em relação a 2021, segundo informações do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e Agência Brasil.

No ano passado, foram registrados 76,6 mil divórcios, um recorde na história brasileira. Em relação a 2020, primeiro ano da pandemia, a queda foi de 3,8%. Naquele ano, foram registrados 71 mil divórcios.

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Para o advogado Sérgio Barradas Carneiro, membro do IBDFAM, existem vários aspectos que levaram o número de divórcios no Brasil a cair. Um deles por exemplo, é a queda do número de casamentos.

"Em 2019, foram 1.015.620 matrimônios registrados, número inferior aos seis anos anteriores, segundo o Relatório Fatos e Números — Casamentos e Uniões Estáveis no Brasil, do Observatório Nacional da Família", aponta.

Por outro lado, o advogado também afirma que houve um crescimento nas uniões estáveis entre 2016 e 2019. Nesses casos, as dissoluções não são computadas como divórcios, esse é o instrumento jurídico pelo qual se põe fim exclusivamente ao casamento.

Para Sérgio Barradas, as novas formas de se relacionar são um reflexo da contemporaneidade. "As pessoas estão vivendo mais e, portanto, não querem passar a vida toda com a mesma pessoa. Ou então frequentam ciclos profissionais que interferem nas relações de casamento e uniões estáveis. São inúmeros os motivos que levam para os dados atuais."

Para o especialista, o número de divórcios, casamentos e até mesmo de uniões estáveis vai se alterar de forma bastante radical nos próximos anos. "Imagino que isso aconteça em razão das novas formas de relacionamento entre as pessoas por meio de relações informais, contratos de convivência, pactos antenupciais e as várias formas de famílias", sustenta.

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