Justiça
O subprocurador-geral do Trabalho, Manoel Jorge e Silva Neto, destacou, durante participação, nesta terça-feira (1º), no PodZé, que não houve ação política do Ministério Público do Trabalho (MPT) ao indicar a possibilidade de haver trabalho escravo no Carnaval de Salvador.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) comentou, em 13 de março, que a acusação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de que a Prefeitura de Salvador e a Ambev, empresa que patrocinou o Carnaval 2025, fizeram exploração de trabalho análogo à escravidão de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante a folia. Na ocasião, o prefeito classificou o MTE como "ministério petista".
Ao falar da atuação do MPT no caso, o subprocurador afastou a possibilidade de ação política da instituição: "Não existe ideologia política na atuação do Ministério Público quando o órgão visa realizar simplesmente aquilo que a Constituição determina. O Ministério Público não se move politicamente. O Ministério Público se move, sim, e sempre juridicamente e tendo como farol a Constituição Federal. E a Constituição Federal estabelece a dignidade da pessoa humana e insere os trabalhadores nesse contexto".
"No caso específico, o membro do Ministério Público entendeu e não foi, com toda certeza, nenhum tipo de partidarização, mas sim uma consequência do exame, da investigação que empreendeu e, portanto, essa é a forma de atuar do órgão que eu integro", declarou Manoel Jorge e Silva Neto.
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