Justiça

"O TRT-BA inicia uma nova era de renovação", afirma ministro Luiz Philippe após afastamento de desembargadores

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Ministro fala sobre a superação da crise financeira e os impactos da Operação 'Injusta Causa' no TRT-BA.  |   Bnews - Divulgação Arquivo/TST


O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho reconheceu os desafios enfrentados pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) nos últimos anos, destacando a crise financeira de 2016, que quase levou à paralisação das atividades do tribunal, e os impactos da Operação "Injusta Causa", que resultaram no afastamento de cinco desembargadores. Segundo o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, o tribunal está superando essas dificuldades e ingressando em uma nova fase.

"Este tribunal está iniciando uma nova era, em que a Corte se renova e supera as profundas dificuldades que enfrentou no passado e curou suas cicatrizes. E agora se reencontra e se renova com muita eficiência e muita qualidade, imbuído de uma preocupação muito grande em atender à sua função primordial de prestação de justiça ao cidadão", afirmou o ministro.

O evento, que marcou o encerramento da Correição Ordinária e a leitura da Ata de Correição, aconteceu nesta sexta-feira (28) e foi presidido por Vieira de Mello no Tribunal Pleno do TRT-BA. O corregedor destacou ainda a importância de a Justiça do Trabalho ser acessível e acolhedora, com ênfase nos projetos de inclusão digital e Justiça Itinerante, que visam levar a prestação jurisdicional a comunidades distantes e carentes.

"Lembrem-se que todo o nosso trabalho, seja administrativo, seja judiciário, tem um único e exclusivo destinatário, o cidadão. As pessoas desvalidas e desassistidas que chegam na busca da luz e da força da nossa justiça são a nossa razão de existência. Elas clamam não apenas por justiça, elas clamam por mais cidadania", disse Vieira de Mello.

O corregedor também fez questão de elogiar o trabalho dos magistrados e servidores do tribunal, especialmente aqueles presentes nas bases de primeiro grau, tanto na capital quanto no interior do estado. "Agradeço a eles por corporificarem uma Justiça do Trabalho presente, acessível e acolhedora para o cidadão, como toda instituição verdadeiramente republicana deve ser", afirmou.

Além disso, o ministro destacou a importância da equalização da carga de trabalho entre os magistrados de primeiro grau, para que tanto eles quanto os servidores tenham suas capacidades de trabalho igualmente aproveitadas. Ele também mencionou a instalação e o aperfeiçoamento dos núcleos de justiça como uma ferramenta crucial para esse processo.

"Os pontos de inclusão digital são instrumentos valiosos nessa missão, com baixo custo e alta eficiência, estendendo os braços do tribunal para as pessoas mais carentes e das comunidades mais distantes", ressaltou o corregedor-geral.

O evento contou com a presença do presidente do TRT-BA, desembargador Jefferson Muricy, do chefe do Ministério Público do Trabalho na Bahia, Maurício Ferreira, além de representantes da Associação dos Magistrados Trabalhistas (Amatra5) e da Associação Baiana de Advogados Trabalhistas (Abat).

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