Justiça

“Perdeu, mané”: Moraes vota para condenar cabeleireira que pichou estátua a 14 anos de prisão

Joedson Alvez/Agência Brasil
A cabeleireira que pichou a escultura 'A Justiça' e apagou dados do celular antes da prisão está sendo acusada de diversos crimes.  |   Bnews - Divulgação Joedson Alvez/Agência Brasil
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 21/03/2025, às 15h55



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou nesta sexta-feira (21) para condenar a 14 anos de prisão a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, envolvida nos atos do 8 de Janeiro. A mulher pichou "perdeu, mané" na estátua "A Justiça", que fica em frente à sede do Supremo, durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.

O STF avalia o valor da obra, uma das principais do artista mineiro Alfredo Ceschiatti, entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Em seu voto, Moraes diz que "a ré estava indiscutivelmente alinhada à dinâmica criminosa, no qual a acusada vandaliza a escultura”.

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Débora Rodrigues foi presa em março de 2023 e chegou a fazer uma solicitação de próprio punho pedindo desculpas ao ministro. Ela é culpada de cinco crimes, conforme apontou a Procuradoria-Geral da República na denúncia ao STF. São eles:

  • abolição violenta do Estado democrático de direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado;
  • deterioração de patrimônio tombado; 
  • associação criminosa armada.

Em seu voto, Moraes afirma que a Polícia Federal identificou que Débora apagou conteúdo do seu celular antes de ser presa, e que "referida conduta, de apagar deliberadamente os dados do celular representa um forte indício de tentativa de obstrução da Justiça”.

Ressalte-se, aliás, que, a ré, conforme se verifica de fotografia já referida em item anterior, segura um aparelho de telefonia celular, demonstrando orgulho e felicidade em relação ao ato de vandalismo que acabara de praticar contra escultura símbolo máximo do Poder Judiciário brasileiro”, afirmou Alexandre de Moraes.

Débora é julgada de forma virtual pela Primeira Turma do Supremo, em uma sessão que vai até a próxima sexta-feira (28). Nesse modelo de julgamento, os ministros depositam os seus votos durante um determinado período de tempo, mas pode haver pedido de vista (mais tempo para análise) e destaque (levar o caso para julgamento físico).

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