Justiça

Perfil no Instagram cobra manifestação do Condege sobre posse da nova defensora geral da Bahia e acusa silêncio de "violência institucional"

Foto: Reprodução/ Instagram
Defensores públicos e usuários exigem explicações do Condege sobre sua omissão em relação à posse da nova defensora geral  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução/ Instagram
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 18/03/2025, às 15h40



Um perfil no Instagram, que já mudou de nome cinco vezes e é alvo de ação judicial por difamar a antiga gestão da Defensoria Pública da Bahia, tem cobrado um posicionamento da Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege), para parabenizar a escolha de Camila Canário como a nova chefe da Defensoria no estado.

As postagens do perfil acusam o Condege de praticar "violência institucional" e "apagamento" ao ignorar a eleição e posse da nova defensora geral. Segundo as publicações, o silêncio da entidade seria uma "estratégia de dominação" e uma forma de negar a legitimidade do processo democrático.

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"O silêncio não é apenas ausência de palavras – é um golpe, um instrumento de poder que sufoca, exclui e reescreve narrativas. O Condege, ao ignorar solenemente a eleição para defensora Pública-Geral na Bahia, não apenas se omitiu. Praticou um ato de violência institucional", diz uma das postagens.

O perfil também critica a "seletividade política" do Condege, alegando que a entidade se manifesta prontamente quando seus interesses estão em jogo, mas opta pelo silêncio quando o resultado de uma eleição contraria suas "conveniências".

"A eleição para defensora Pública-Geral na Bahia expôs, de forma incontestável, a seletividade política do Condege. Diante da vitória da Trinca [as três candidatas mais votadas da lista tríplice] e da não recondução de Firmiane, a entidade adotou o silêncio como estratégia", afirma outra publicação.

As postagens têm gerado repercussão nas redes sociais, com defensores públicos e outros usuários cobrando explicações do Condege. Comentários nas publicações criticam a "conduta escravocrata e antiquada" da entidade e exigem "respeito a todos os defensores públicos da Bahia".

O perfil é alvo de uma ação judicial movida por Firmiane Venâncio, que alega difamação contra a antiga gestão da Defensoria Pública da Bahia. Na ação, a autora pede o bloqueio do perfil no Instagram, que já teve diversos nomes, como Defensores em Luta Permanente, Greve dos Defensores e agora, Vozes da Justiça. No período das eleições da Defensoria, tal perfil, fez uma série de postagens em ataque a Firmiane Venâncio.

Até o momento, o Condege não se manifestou publicamente sobre as críticas e cobranças. A expectativa é que a entidade se posicione em breve, esclarecendo sua posição sobre a posse da nova defensora geral da Bahia e as acusações de "violência institucional" e "seletividade política".

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