Justiça

PF cumpre mandados de buscas e apreensão em casa e gabinete de governador do Acre

Edilson Rodrigues/Agência Senado

O governador do Acre é suspeito de estar envolvido em um grupo criminoso controlado por empresários e agentes políticos

Publicado em 16/12/2021, às 10h05    Edilson Rodrigues/Agência Senado    Redação BNews

O governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), virou alvo da Polícia Federal, nesta quinta-feira (16), na Operação Ptolomeu. De acordo com a CNN Brasil, os policiais cumpriram mandados de buscas no gabinete e na casa do governador.

A operação, que conta com o apoio da Controladoria-Geral da União, expediu 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, divididos em quatro estados. Vale ressaltar que o alvo do mandado de prisão é um assessor ligado ao governador Gladson Cameli.

Ainda conforme a CNN Brasil, foi identificado um grupo criminoso controlado por empresários e agentes políticos ligados ao governo do estado do Acre, atuando no desvio de recursos públicos e realização de atos de ocultação de origem e destino dos valores subtraídos. A ação tramita no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi determinada pela ministra Nancy Andrighi.

Na operação, o STJ decretou medidas cautelares, como afastamento da função pública, proibição de acesso a órgãos públicos e impedimento de contato entre os investigados. O STJ também determinou o bloqueio de R$ 7 milhões nas contas dos investigados e o sequestro de veículos de luxo.

O nome da operação faz referência ao apelido utilizado por um dos investigados, que faria alusão à cidade natal de grande parte dos investigados. A operação mobilizou 150 policiais federais e 10 auditores da CGU.

A investigação

A Polícia Federal do Acre afirma ter reunido “vasto conjunto de elementos probatórios que demonstram o aparelhamento da estrutura estatal com a finalidade de promover diversos crimes contra a administração pública”.

Os policiais identificaram dezenas de transações financeiras suspeitas em contas correntes, pagamentos de boletos de cartão de crédito por parte de laranjas, além de transações com imóveis de alto valor e compras subfaturadas de carros de luxo.

A CGU constatou sete empresas para as quais foi empenhado um valor de R$ 142 milhões em contratos com o poder público durante o período investigado – R$ 17 milhões de convênios federais e repasses do SUS e do Fundeb.

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