Justiça
Publicado em 23/05/2025, às 19h04 - Atualizado às 19h28 Cláudia Cardozo e Carolina Papa
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármem Lúcia, teceu críticas aos chamados “coronéis digitais” nesta sexta-feira (23), no 2° dia do XVII Congresso Brasileiro de Direito do Estado, em Salvador. Em seu discurso, a ministra afirmou que o órgão registrou, em 2022, cerca de 500 inquéritos contra empresários.
“Temos aqueles coroneis digitais que cobram por foto. [...] Nós tivemos em 2022 quase 500 denúncias de empresários que falaram que se os empregados votassem em outra pessoa, eles estariam sem emprego. Há duas coisas que limitam o ser humano: o medo e a vergonha. O medo faz a pessoa abandonar a sua liberdade e não terá alguma segurança”, disse a ministra no evento.
Carmem Lúcia aponta ainda “retrocessos perigosos” para as mulheres nos últimos anos. De acordo com a ministra, o discurso de ódio contra a mulher é “misógino, machista e desmoralizante”.
A magistrada citou ainda o caso em que uma candidata à prefeitura de um município baiano desistiu de concorrer à eleição por causa de hostilizações.
"Uma senhora que era prefeita me disse ‘ministra não vou votar, não vou disputar a eleição. Minha filha está vivendo há dois anos com a avó em outra cidade'", complementou.
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