Justiça
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Maurício Brito, e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-5), Luís Carneiro, falaram nesta quarta-feira (26), durante participação no programa "De cara com o Líder", apresentado por Geraldo Júnior, sobre o combate ao trabalho escravo e a dificuldade para identificá-lo quando ocorre em ambiente familiar.
"O trabalho escravo é multifacetado. A gente formou uma imagem da década de 90 para cá, quando a gente tem mais de 30 mil resgatados em nosso país, do trabalho escravo associado ao meio rural. Hoje a gente vê ele no meio urbano ou em grandes empresas, junto ao poder público e vê também no âmbito familiar, o trabalho escravo doméstico", disse o procurador.
Brito pontuou que há uma certa resistência a enxergar o trabalho escravo doméstico. "Quase todas as teses de defesa junto ao Ministério Público do Trabalho do trabalho escravo doméstico é que é uma pessoa da família. Não é fum escravo doméstico. Mas que pessoa da família é que não tem nome, que não tem herança, não tem patrimônio, que não tem estudo, não tem amigo, não tem salário? Que a única que fica responsável pelo trabalho doméstico, que é a que não constituiu família? A pessoa é mesmo da sua família morando na sua casa ou é um escravo?", questiona Maurício Brito. Ele salientou que uma das meta do MPT é erradicar o trabalho escravo.
O desembargador Luis Carneiro apontou um paralelo entre o trabalho escravo eo trabalho infantil. "Quase 100% dos trabalhadores e trabalhadoras que são resgatadas, que são vítimas de condições análoga ao trabalho escravo, elas exerceram em alguma medida o trabalho infantil [...] Essa conexão diz muito, diz sobre a necessidade de investimento real [...] se você pegar o número de trabalhadores resgatados na Bahia, são mais de 3.200. É um recorte muito grande; é uma fatia considerável. São números estarrecedores", disse o desembargador do TRT-5.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato