Justiça

Promotora de Justiça avalia medidas protetivas no Carnaval: “As instituições estão funcionando”

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A promotora avaliou em entrevista ao BNews os dados de mais de 310 medidas protetivas proferidas apenas nos dias de carnaval  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Cláudia Cardozo / BNews
Leonardo Oliveira e Cláudia Cardozo

por Leonardo Oliveira e Cláudia Cardozo

Publicado em 15/02/2026, às 16h37



A promotora de justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Ministério Público da Bahia (MP-BA), avaliou em entrevista ao BNews os dados de mais de 310 medidas protetivas proferidas apenas nos dias de carnaval para a proteção das mulheres. Segundo ela, apesar do dado impactante, tais medidas são um sinal de instituições ativas. 

“Se por um lado a gente tem um dado que impacta, saber que 310 mulheres já necessitaram de amparo do poder público para poder ter a sua liberdade, incolumidade física preservada, por outro é bom que a gente saiba que as instituições estão funcionando. Estamos de plantão, Ministério Público, Poder Judiciário, polícia, todos nós que compomos a rede estamos de plantão justamente para assegurar que as mulheres tenham respeito durante esse carnaval, que elas possam estar nos lugares que elas quiserem estar”, afirma. 

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A promotora comenta das ações preventivas que estão sendo realizadas como a iluminação de banheiros, mas alerta para o machismo cultural ainda presente na sociedade.

“Nós tivemos ações preventivas, a exemplo da iluminação dos banheiros, que foi uma recomendação que nós fizemos para que aqueles locais fossem bem iluminados, evitando assim que as mulheres ficassem ainda mais vulneráveis no momento em que se afastam para para ir no sanitário", afirma.

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"Enfim, são muitas ações que são feitas na prevenção mas também no combate. Um dado difícil a gente saber que realmente ainda existe esse machismo, esse controle porque a medida protetiva nada mais do que uma uma ação para coibir violências piores. As instituições estão aí estão presentes para coibir esse tipo de violência”, complementa.

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