Justiça

Quase 10 anos depois, júri começa para julgar morte de Valdir Cabeleireiro, executado com fuzil em Salvador

Rafaela Kalil / BNews
Crime aconteceu há quase 10 anos, em Salvador  |   Bnews - Divulgação Rafaela Kalil / BNews
Cibele Gentil e Rafaela Kalil

por Cibele Gentil e Rafaela Kalil

Publicado em 06/08/2026, às 13h08 - Atualizado às 13h45



Acontece, nesta quinta-feira (6), o júri popular dos acusados de matar o cabeleireiro Valdir Macario. A sessão começou nesta manhã, às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré, em Salvador. A equipe de reportagem do BNews acompanha o julgamento.

Diversos amigos e familiares do cabeleireiro assassinado, incluindo oito irmãos, foram assistir à audiência. Entre eles, prevalecia um forte sentimento de indignação e a expectativa de que o júri elucide todos os fatos do crime.

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Antes desta manhã, o júri do caso de Valdir Macário já foi cancelado três vezes. O crime, que aconteceu em novembro de 2016, está próximo de completar 10 anos de ocorrido.

Executado com fuzil

Valdir Macário, conhecido como Valdir Cabeleireiro, tinha 45 anos quando foi morto a tiros em 12 de novembro de 2016. Era noite de sábado, quando dois homens armados invadiram o salão da vítima, localizado na Avenida Vasco da Gama, e efetuaram os disparos.

O cabeleireiro, conhecido por atender clientes famosos, foi executado com tiros de fuzil 556, geralmente utilizado pela Polícia Federal. Valdir foi sepultado no fim da tarde do dia seguinte, no cemitério Campo Santo, no bairro da Federação.

Acusados pelo crime

Edgard da Silva Santos, conhecido como “Chocolate”, e Patric Ribeiro Tupinambá, conhecido por “Bagão”, foram acusados pelo assassinato. No ano seguinte à morte do cabeleireiro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que Chocolate admitiu comandar uma quadrilha de tráfico de drogas com ramificações em outros estados.

Autuado em 2008 e em 2015, Edgard foi condenado há 19 anos e seis meses pelo mesmo crime, referente à prisão de 2008. A quadrilha de Chocolate atuava nas regiões de Mussurunga, Stella Maris e Ipitanga. Além dos crimes de tráfico de drogas e a acusação da morte de Valdir Macário, ele também foi apontado por ordenar um homicídio no bairro de Pernambués.

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