Justiça
por Leonardo Oliveira
Publicado em 29/11/2025, às 09h00
Desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), Solange Salgado da Silva mandou soltar, na última sexta-feira (28), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e dos demais presos na investigação da Operação Compliance Zero.
Na decisão, ela salientou que, “embora se tenha apontado risco à aplicação da lei penal, o mesmo pode atualmente ser mitigado com a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, tais como a retenção de passaporte e a monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares, em consonância com o caráter subsidiário e excepcional da segregação antecipada”.
Solange Salgado possui uma vasta trajetória no Judiciário e no Ministério Público. Ela atuou em diferentes frentes da carreira pública antes de chegar ao TRF-1.
Formada em Direito em 1985 pela Faculdade de Direito Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, ela fez mestrado em Direito Penal pela Universidade Gama Filho e possui pós-graduações pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal e pela Universidade de Brasília. Também possui diversos cursos jurídicos complementares.
Solange atuou como promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais entre 1987 e 1989, e depois defensora pública no Rio de Janeiro por alguns meses, até retornar ao MP de Minas, onde ficou até 1992. Ainda no mesmo ano, foi juíza de Direito no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, cargo que ocupou por pouco mais de três meses.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube
Sua carreira na Justiça Federal iniciou em 1992, quando Solange tomou posse como juíza federal do TRF-1, inicialmente lotada na Seção Judiciária do Maranhão.
Ela também atuou no Tribunal Regional Eleitoral do Estado e, em 1993, foi removida para o Distrito Federal, onde se encontra até o momento. No período, exerceu funções administrativas, como a Diretoria do Foro, além de ter sido convocada em diversas ocasiões para atuar no próprio TRF-1.
Antes da decisão tomada na última sexta-feira (28), a desembargadora tinha negado um pedido para soltar Vorcaro, mo dia 20 de novembro, sob o argumento de que os elementos reunidos pela Polícia Federal apontavam para indícios de gestão fraudulenta, organização criminosa e tentativas de obstrução da fiscal.
O banqueiro é investigado por suposta fraude de R$ 12 bilhões envolvendo carteiras de crédito vendidas ao Banco de Brasília (BRB), que anunciou a compra do Master em março deste ano. Esta aquisição foi barrada pelo Banco Central, que decretou a liquidação do banco de Vorcaro semana passada.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato