Justiça

Sindicância apura irregularidades em licitação do TJBA, após alerta do TCE

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Contratação de solução de software de R$ 6 milhões é alvo de questionamentos sobre planejamento e competitividade  |   Bnews - Divulgação Foto: Freepik
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 10/09/2025, às 10h40



Uma sindicância instaurada pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) que investiga possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 14/2019, foi prorrogada. A sindicância foi instaurada em julho do ano passado. O objetivo é investigar irregularidades na contratação da empresa RIKE IS Inteligência de Software Ltda. 

A prorrogação é assinada pelo desembargador Roberto Maynard Frank, corregedor Geral da Justiça. Ele determinou a notificação de três servidores para prestarem esclarecimentos. O processo apura uma suposta violação de leis e deveres por parte da Diretoria de Informática (DIN), da Coordenação de Sistemas (COSIS) e do Núcleo de Licitações (NCL), todos do Tribunal de Justiça da Bahia.

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O contrato sob investigação, de número 09/19-AQ, foi firmado entre o Tribunal de Justiça da Bahia e a RIKE IS Inteligência de Software Ltda.-EPP. O objetivo era o fornecimento de uma solução integrada de gerenciamento, monitoramento, verificação e análise de aplicações. O contrato, que tem duração de 36 meses, foi assinado no ano de 2019, pelo então presidente do TJBA, desembargador Gesivaldo Nascimento Britto, e pelo representante da empresa, Marley Oliveira Bacelar.

O valor total do contrato é de R$ 6.018.979,20. Dentro desse montante, estão incluídos diversos serviços e produtos:

  • Subscrição de solução para monitoramento de servidor de aplicação, com um custo de R$ 4.642.148,00.
  • Subscrição para monitoramento de host, no valor de R$ 562.329,60.
  • Subscrição para análise de log, por R$ 102.400,00.
  • Subscrição para monitoramento de sessão de usuário, totalizando R$ 370.771,60.
  • Serviços de instalação, configuração e suporte, no valor de R$ 341.330,00.

A sindicância investiga apontamentos do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) que questionam a ausência de planejamento prévio para a contratação e a fragilidade dos estudos de viabilidade. Também se aponta que a licitação comprometeu a economicidade e a isonomia entre os participantes, com a competitividade afetada por requisitos técnicos restritivos. A urgência para a aquisição não teria sido justificada, e um requisito de vistoria técnica presencial foi considerado incompatível com o objeto do contrato.

A decisão da Corregedoria Geral da Justiça acolhe o parecer do juiz auxiliar Marcos Ledo e determina a prorrogação do prazo da sindicância por mais 90 dias. A Secretaria de Gestão de Pessoas deverá fornecer a qualificação funcional e o tempo de serviço dos servidores, e, em seguida, a Secretaria de Processos Administrativos e Disciplinares (SERP-CGJ) notificará nos os servidores para apresentar suas informações sobre o que foi apurado, dando continuidade à investigação.

Classificação Indicativa: Livre

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