Justiça

Sindicato formaliza denúncia contra uso privativo de elevadores no TRT Bahia

Divulgação / TRT5
Com apenas 29 desembargadores utilizando os elevadores do TRT, mais de 1500 servidores se sentem prejudicados pela medida  |   Bnews - Divulgação Divulgação / TRT5
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 02/04/2026, às 10h04



O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe) denunciou o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) por destinar elevadores privativos para uso dos magistrados. Segundo o sindicato, servidores relataram que foram constrangidos por seguranças e ascensoristas a se retirarem dos elevadores, na última quinta-feira (26).

De acordo com o Sindicato, “o argumento de preservar a segurança dos magistrados, distanciando-os das partes envolvidas nos processos que irão julgar, não cabe neste caso, já que o prédio onde estão os elevadores destina-se à área administrativa, com trânsito restrito ao público interno (servidores e terceirizados)”.

Ainda de acordo com a denúncia, um dos elevadores exclusivos conta com a presença de dois funcionários destinados ao local, um segurança e um ascensorista. Apenas 29 desembargadores utilizam os elevadores. Mais de 1500 servidores trabalham no local. O Sindicato alegou que foi até a Ouvidoria do TRT5 para formalizar a reclamação contra os elevadores privativos, mas foi orientado a enviar a denúncia por e-mail.

O que diz a Corte

O BNEWS procurou o TRT-BA.Em nota, a Corte informou que em cada torre do edifício-sede, há oito elevadores em operação. "Desses, um é prioritariamente utilizado por magistrados, enquanto os sete demais são de uso amplo e irrestrito por servidores, colaboradores e público em geral", informou.

Essa organização não representa qualquer privilégio pessoal, mas decorre de critérios técnicos e funcionais voltados à segurança, à eficiência no fluxo de pessoas e à adequação do ambiente de trabalho às necessidades da atividade jurisdicional. Trata-se de medida institucional adotada há longo tempo, alinhada à gestão de riscos e à dinâmica própria do Poder Judiciário", finalizou o comunicado.

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