Justiça

"Só para magistrados": Elevador 'proibido' gera revolta e constrangimento em tribunal na Bahia

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Servidores estariam sendo "constrangidos" ao serem impedidos de usar o elevador  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 15/04/2026, às 16h09 - Atualizado às 16h37



O uso exclusivo de um elevador destinado apenas para magistrados tem causado revolta no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). Uma ocupação do equipamento chegou a ser organizada na última sexta-feira (10), por parte do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal na Bahia (Sindjufe-BA).

De acordo com as lideranças da categoria, servidores estariam sendo "constrangidos" ao serem impedidos de usar o elevador. Vale destacar que o meio de locomoção ainda possui uma placa indicando o uso exclusivo de magistrados.

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As situações já têm perdurado nas últimas semanas. No início do mês, após um episódio ocorrido em 26 de março, o sindicato chegou a formalizar uma denúncia ao TRT-5, alegando que os funcionários teriam sido constrangidos por seguranças e ascensoristas determinando que eles se retirassem do equipamento. 

O argumento de preservar a segurança dos magistrados, distanciando-os das partes envolvidas nos processos que irão julgar, não cabe neste caso, já que o prédio onde estão os elevadores destina-se à área administrativa, com trânsito restrito ao público interno (servidores e terceirizados)", disse em nota o Sindjufe-BA na ocasião.

O Bnews procurou o TRT-BA, que informou que em cada torre do edifício-sede, existem oito elevadores em operação. "Desses, um é prioritariamente utilizado por magistrados, enquanto os sete demais são de uso amplo e irrestrito por servidores, colaboradores e público em geral", completou.

A corte afirmou ainda que essa "organização decorre de critérios técnicos e funcionais voltados à segurança, eficiência no fluxo de pessoas e adequação do ambiente de trabalho às necessidades da atividade jurisdicional. Trata-se de medida institucional adotada há longo tempo, alinhada à gestão de riscos e à dinâmica própria do Poder Judiciário".

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