Justiça
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, votou para juntar os processos de Moraes e Mendonça, durante julgamento na tarde desta terça-feira (15). Com o voto, o placar está em 3 a 1, já que o ministro seguiu Flávio Dino e Gilmar Mendes. Fachin votou contra.
Dino e Zanin foram favoráveis à questão de ordem apresentada pelo Decano da Corte que pedia a junção dos casos e a escolha de um novo relator, através de um sorteio. A relatoria do caso, tanto de Moraes como de Mendonça, está sob relatoria do ministro Edson Fachin, presidente do STF. Na justificativa foi citada, como justificativa, haver um rito único e definido para análises de casos.
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“A gente vai escolhe um rito o para cada um? Como que nós vamos poder escolher um rito, caso a caso, para vários casos? Os que já surgiram e os que surgirão. Eu, como membro deste tribunal, acho que para a autoridade técnica do tribunal não é bom. Isso conduzirá a um caminho de dissolução irreparável porque vai ser uma crise por semana, precificada”, declarou Flávio Dino em seu julgamento.
“Eu imagino que a essas alturas ninguém cogite que nós vamos deliberar só sobre o ministro Alexandre. Vamos ter que deliberar sobre todos os outros”, completou ele
O julgamento desta terça-feira (15), avalia abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo documentos da Polícia Federal, o magistrado trocou mensagens com o empresário, este que chegou a perguntar se deveria sair do país a Moraes.
Já na próxima semana, no dia 23 de setembro, será julgado André Mendonça, devido a sua atuação na relatoria do caso Master. O plenário do STF vai analisar o abuso de poder por parte do ministro na condução do julgamento.
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