Justiça
por Claudia Cardozo e Henrique Brinco
Publicado em 03/02/2026, às 18h25
A presença dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes na cerimônia de posse no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi interpretada nos bastidores como um gesto claro de unidade institucional. O movimento ocorre em meio às recentes crises envolvendo o STF e o Banco Master, num contexto em que, segundo interlocutores, os dois ministros sequer precisariam comparecer, mas optaram por estar presentes para reforçar a coesão da Corte.
O evento também contou com representantes do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, além da presença da senadora Soraya Thronicke, que destacou sua atuação em apoio ao Judiciário e o papel do diálogo institucional para o fortalecimento das instituições.
Outro ponto que chamou atenção foi a proximidade entre o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. Na véspera da posse, Campbell esteve na sede da OAB para discursar a advogados, ocasião em que voltou a defender uma posição já manifestada anteriormente, inclusive na Bahia, de que magistrados devem residir nas comarcas onde atuam.
Nos bastidores do Judiciário, essa aproximação é vista como um sinal de um perfil mais rigoroso do corregedor em relação à magistratura, em sintonia com pautas históricas da advocacia. Integrantes do sistema de Justiça avaliam ainda que a OAB exerce papel central na interlocução com os cartórios, considerados hoje um dos principais focos de problemas enfrentados pelas corregedorias, a exemplo do que ocorre no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
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