Cultura

Com marco de 40 anos da morte de Mãe Menininha do Gantois, emissora anuncia lançamento de documentário

Mãe Menininha foi a terceira ialorixá da história do terreiro de Gantois - Acervo Terreiro do Gantois
O filme faz parte dos planos para a programação da Rede Bahia no Novembro Negro. O destaque é para os 64 anos de liderança de Mãe Menininha e o passado do terreiro.  |   Bnews - Divulgação Mãe Menininha foi a terceira ialorixá da história do terreiro de Gantois - Acervo Terreiro do Gantois

Publicado em 13/08/2026, às 16h52   Elisa Martins



“Mãe Menininha – A Estrela do Gantois” é o novo documentário da Rede Bahia para o Novembro Negro. O anúncio foi feito, nesta quinta-feira (13), nos 40 anos da morte de Mãe Menininha do Gantois, importante ialorixá na história religiosa e cultural do Brasil. 

A produção foi dirigida pelo jornalista Ricardo Ishmael e terá aproximadamente 1h30min de duração. O projeto faz parte da programação da TV para o mês de novembro. 

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O documentário passará na TV aberta e também estará disponível de forma gratuita no Globoplay. - imagem: Rede Bahia
O documentário passará na TV aberta e também estará disponível de forma gratuita no Globoplay. - imagem: Rede Bahia

A proposta do filme é mostrar quem era Maria Escolástica da Conceição Nazaré, conhecida como Mãe Menininha do Gantois, além do mito, revelando a mulher que ajudou a difundir e popularizar o candomblé na sociedade. Ela morreu em 1986 e foi a terceira ialorixá da história do terreiro de Gantois.

O longa aprofunda-se na história do Terreiro do Gantois, com cenas gravadas em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e na Nigéria. Ele investiga as origens de sua fundadora, Maria Júlia da Conceição Nazareth, nigeriana do povo Egbá, de Abeokuta, bisavó de Mãe Menininha. Maria Júlia chegou ao Brasil como escrava. 

Em Abeokuta, descendentes dos fundadores da cidade e o Rei Adedotun Aremu Gbadebo III, líder supremo de Abeokuta, foram entrevistados para explorar a complexidade das raízes africanas do terreiro e o passado da ialorixá. 

“O filme revela a contribuição de Maria Escolástica da Conceição Nazareth, Mãe Menininha, nos vários campos da vida religiosa, cultural, social e até política do Brasil. Foram quase 100 anos dedicados ao amor, à paz, à tolerância e ao enfrentamento do que hoje chamamos de racismo religioso”, afirma Ricardo Ishmael.

O destaque é para os 64 anos de liderança de Mãe Menininha, em como se tornou uma das maiores referências do Candomblé e influenciou autoridades políticas, artistas e esportistas.

Entre as personalidades que aparecem no documentário estão Maria Bethânia, Gilberto Gil, Alcione, Regina Casé, Daniela Mercury, Paloma Amado e Ilze Scamparini.

O documentário será lançado na TV aberta e também estará disponível gratuitamente no Globoplay.

Classificação Indicativa: Livre

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