Cultura
O baiano Wagner Moura vive um dos momentos mais marcantes de sua carreira. O ator, nascido em Salvador, entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator e, anteriormente, já havia sido reconhecido como o primeiro brasileiro a vencer o prêmio de Melhor Ator, no Festival de Cannes, e Melhor Ator em Filme de Drama, no Globo de Ouro.
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As conquistas são resultado de sua atuação em “O Agente Secreto”, novo longa-metragem do cineasta recifense Kleber Mendonça Filho, que recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, e igualou o recorde do clássico “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Kátia Lund.
Além do reconhecimento internacional, Wagner também tem chamado atenção pelo repertório cinematográfico que carrega como referência. Em entrevista ao Letterboxd, aplicativo voltado para cinéfilos, o ator revelou quatro filmes que considera favoritos e que ajudam a compreender sua formação artística e sensibilidade como intérprete.
“O Emprego” (“Il Posto”, 1961), de Ermanno Olmi
Entre os títulos citados está “O Emprego” (“Il Posto”, 1961), de Ermanno Olmi. O filme acompanha Domenico, um jovem que deixa a cidade natal para trabalhar em Milão e acaba preso à rotina burocrática de uma grande empresa, enquanto tenta manter um relacionamento em meio às limitações impostas pelo trabalho.
Sobre a obra, Wagner destacou sua admiração pelo cinema italiano: “Eu amo filmes italianos. Acho o Neorrealismo Italiano um dos melhores momentos da história do cinema”, afirmou.
Disponível: MUBI
“Iracema, uma Transa Amazônica” (1975), dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna
Outro destaque é “Iracema, uma Transa Amazônica” (1975), dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna. O filme retrata a jornada de uma jovem que, após migrar para Belém e ser levada à prostituição, percorre a rodovia Transamazônica ao lado de um caminhoneiro, expondo temas como exploração, devastação ambiental e violência social durante a ditadura militar.
Premiada em festivais internacionais e censurada à época, a produção foi lançada anos depois e venceu o Festival de Brasília em 1981. Para Wagner, trata-se de “um filme espetacular”.
Disponível: Youtube
“Cinema Paradiso” (“Nuovo Cinema Paradiso”, 1988), de Giuseppe Tornatore
Também integra a lista “Cinema Paradiso” (“Nuovo Cinema Paradiso”, 1988), de Giuseppe Tornatore, que narra a relação afetiva de um cineasta com o cinema de sua infância e com o projecionista do vilarejo onde cresceu. Sobre o longa, Wagner confessou: “Eu choro toda vez que assisto”.
Disponível em: Amazon Prime Video, AppleTV
“Terra Estrangeira” (1996), de Daniela Thomas e Walter Salles
Fechando a seleção está “Terra Estrangeira” (1996), de Daniela Thomas e Walter Salles. Ambientado em um período de instabilidade política no Brasil, o filme acompanha dois brasileiros que se encontram por acaso no exterior e acabam envolvidos em uma trama de contrabando de joias.
Disponível em: Netflix
Mais recentemente, Wagner Moura também participou do tradicional “closet” da distribuidora Criterion, onde escolheu outros títulos que marcaram sua trajetória como espectador. Entre eles estão “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Pixote” (1980), “Limite” (1931), “Memórias do Subdesenvolvimento” (1968), “Rosetta” (1999) e “O Garoto da Bicicleta” (2011).
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