Denúncia

Influenciadora Iza Potter é brutalmente agredida; entenda o caso

Reprodução: Arquivo pessoal/Instagram
Iza Potter, comunicadora e ativista trans, foi brutalmente agredida por um homem em São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução: Arquivo pessoal/Instagram

Publicado em 15/04/2025, às 13h15   Dan Gama



A comunicadora e ativista trans Iza Potter foi brutalmente violentada por um homem na saída do edifício onde mora, na região central de São Paulo, na manhã de Domingo (13). O caso deu início após um encontro casual da influenciadora com o agressor. Após relações consensuais, o homem se recusou a deixar o local tornando-se violento.

Por meio das imagens da câmera de segurança, é possível ver toda a agressão acontecendo. Iza acompanha o homem até a porta do condomínio, às 05:36 da manhã. O agressor começa a violentá-la após abraçar a ativista e ela rejeitar o abraço, tentando retornar ao condomínio. Iza tenta fugir para o corredor de entrada, porém o homem agarra a sua camisa impossibilitando a fuga. Ele então desfere socos no rosto da influenciadora, que gritava por socorro. Após inúmeros gritos, vizinhos interromperam a violência e ajudaram a vítima.

Em entrevista ao Globo News, Iza afirma ter sentido medo de morrer:

Ele segurou a minha blusa, e eu fiz a movimentação de levantar a blusa, sair e entrar com o corpo para dentro do condomínio. Ele me segurou pelo cabelo. E aí, nesse momento, eu pensei: ‘Ele vai me matar. Ele vai me matar’.

Morte de pessoas trans no Brasil

De acordo com um dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil continua sendo um dos países mais letais para essa comunidade. Esse levantamento indicou também que houve uma redução de 16% em relação ao ano anterior, mas que pelo 16° ano consecutivo, o país é o que mais assassina pessoas trans e travestis no mundo.  

Em um vídeo postado em suas redes sociais, Iza Potter comenta sobre a realidade  passada pela comunidade trans hoje:

O que vivi hoje escancara a realidade de muitas travestis e mulheres trans: somos atacadas, e quando não somos mortas, somos silenciadas. A violência física dói. Mas a indiferença também sangra.

Assista o vídeo completo:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)