Denúncia

Moradores do Pirajá alertam para risco de morte em casa abandonada prestes a desabar; veja o relato

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Moradores de Pirajá denunciaram também falta de capinagem na região  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews TV / Youtube

Publicado em 14/08/2025, às 12h19 - Atualizado às 18h11   Vitória Oliveira e Leonardo Oliveira



Moradores da Segunda Travessa Candelabro, em Pirajá, denunciaram para a equipe da Baiana FM e do BNews a falta de capinagem no bairro e alertaram sobre uma casa condenada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), que representa risco para a população.

"A gente está correndo o risco dessa casa vir a cair. Já foi condenada pelo geólogo da prefeitura, mas a Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (SEMAN) não veio fazer a parte dela, que é a demolição", conta Aldo Santana, comerciante e morador da região.

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O morador ainda revela que já foi solicitado à SEMAN a retirada do matagal e a realização da construção de um passeio que nunca existiu, além de corrimão e contenção de encosta. “Nós estamos correndo risco de vida com essa casa que pode cair a qualquer momento, e ainda têm as crianças e os idosos que estão escorregando devido à chuva que causa lama aqui”, enfatiza Santana.

Os moradores afirmam que a situação é de abandono, que provoca o aparecimento de bichos. “A gente está precisando que capinem aqui por causa dos insetos, ratazanas e cobras que estão aparecendo. Também estamos precisando da iluminação e do asfalto”, conta a garçonete Cristiane Ramos.

A SEMAN afirmou que tanto o serviço de capinagem quanto a situação das encostas não são de responsabilidade da secretaria. "A capinagem é realizada pela Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e quanto à situação das encostas, a Codesal encaminha a necessidade para a Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop)".

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De acordo com o processo da Codesal, com vistoria realizada em 21 de maio de 2025, trata-se de uma encosta instável com solo muito friável e com risco de deslizamento, pela presença de cicatrizes e erosão. O risco aumenta por causa do imóvel abandonado em condição muito precária.

"O imóvel representa alto risco de desabamento sobre outros imóveis situados na base da encosta. Caso desabe, pode interditar o acesso a outros imóveis, pois o local onde está situado já é estreito e se encontra em processo de recuo pela erosão", relata o processo da Codesal.

Além disso, os moradores que fizeram a denúncia informaram que foi solicitada a capinagem e limpeza de toda encosta ao redor do imóvel, além da colocação de lonas pela Limpur. Também foi feita a localização do proprietário pela Secretaria da Fazenda e os devidos encaminhamentos para demolição, além de avaliação para a realização de obras de estabilização e de drenagem de águas pluviais pela Sucop/Seinfra.

A Sucop informou ao BNews que, "em relação à situação da encosta, uma equipe técnica fará vistoria no local". O BNews entrou em contato com a Limpurb que não deu retorno até o fechamento da matéria, mas o espaço segue aberto para esclarecimento.

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