Denúncia
Publicado em 10/12/2024, às 07h52 - Atualizado às 20h52 Publicado por Vagner Ferreira
O clube de compras, Sam’s Club, recebeu uma ação civil pública por agressão a um adolescente negro, em 2021, por meio de um dos seguranças da unidade de Vila Leopoldina, em São Paulo.
De acordo com informações do portal Metrópoles, a família do adolescente procurou a ONG Educafro, que ajuizou a empresa nesta segunda-feira, através de acusação de que a empresa estimulava os funcionários a praticarem atos racistas.
A ação civil pública conta também com outros casos de racismo relacionados a Sam’s Club, mostrando como a prática discriminatória é comum nos estabelecimentos comerciais.
“O caso mostra uma ação coordenada, uma cadeia de comando que termina com insultos e abordagem físico ao adolescente pelo simples fato de ser negro”, informou o advogado da vítima, durante reportagem da Metrópoles. O processo está sendo tramitado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
A proposta estabelece que o clube de compras revise as políticas da empresa e inclua medidas significativas, como a capacitação frequente e obrigatória de práticas antirracistas e de inclusão, além de desenvolver espaços internos para denúncias.
A ação foi vencida em primeira instância e, em 14 de dezembro de 2013, o supermercado foi condenado a indenizar a vítima por danos morais com o valor de R$ 15 mil.
Segundo o advogado, “os pais pediram que a ação beneficiasse a coletividade, com o dinheiro da indenização sendo enviado a uma escola. Como a Justiça negou, eles procuraram a Educafro e pediram que fosse movida a ação coletiva”.
Em nota enviada ao Bnews, o Sam’s Club afirmou repudiar qualquer forma de ofensa ou prática discriminatória e reafirmou que qualquer atitude contrária está em desacordo com os valores e princípios da empresa.
"Em relação ao caso, a companhia informa que ainda não foi notificada judicialmente, mas esclarece que o incidente ocorrido em 2021 é anterior à nova gestão da empresa, iniciada em 2022. O Sam’s Club adota protocolos rígidos em relação a segurança e com treinamentos constantes de toda a equipe interna de agentes de fiscalização e vigilantes terceirizados, além de já possuir em todas as unidades as câmeras corporais. Essas ações estão alinhadas a uma política de tolerância zero ao racismo e à discriminação, que visam promover uma cultura inclusiva e respeitosa tanto dentro das lojas quanto em sua cadeia de valor", afirmou.
O caso
Um segurança abordou o jovem, que na época tinha 13 anos, para retirá-lo da loja, pois acreditava que ele estava “importunando um casal de branco, que, na verdade, eram os pais adotivos”. Depois, o adolescente foi “agarrado por trás, de maneira truculenta e agressiva”. E ainda, o funcionário perguntou ao pai se o menino estava incomodando ele.
Os pais informaram que buscaram um gerente da unidade para realizar a denúncia, mas que foram solicitados apenas para que procurassem o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).
Um dos representantes jurídicos, Márlon Reis, informou que esse não foi o primeiro caso de racismo na rede de compras. “A família nos procurou em virtude de considerar que não era um problema individual, mas um problema coletivo. Isso demonstra que a conduta é fruto de práticas estruturais e não apenas um caso pontual”, destacou.
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