Economia & Mercado

Lucro da Klabin encolhe 79% no trimestre

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A última linha do balanço foi afetada sobretudo por uma despesa financeira líquida de R$ 262,2 milhões, ante receita de R$ 318,4 milhões um ano antes   |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 26/04/2018, às 16h44   Redação BNews




A Klabin registrou lucro líquido de R$ 124,66 milhões no primeiro trimestre de 2018, queda de 79% na comparação com o mesmo período do calendário anterior, apesar da melhora do resultado operacional nessa base de comparação.

A última linha do balanço foi afetada sobretudo por uma despesa financeira líquida de R$ 262,2 milhões, ante receita de R$ 318,4 milhões um ano antes -- quando a variação cambial teve efeito positivo sobre a dívida expressa em dólares. A receita líquida da Klabin avançou 17% ante os três primeiros meses de 2017, para R$ 2,19 bilhões, melhora no mix de vendas e preços internacionais superiores da celulose e de papel kraftliner.

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Frente ao quarto trimestre de 2017, porém, houve queda de 5%, diante do menor volume comercializado de celulose e cartões revestidos. Uma parada programada na unidade Puma, que teve de ser estendida até abril por causa de um incidente durante lavagem de caldeira de recuperação, reduziu a disponibilidade de matéria-prima para venda e o volume comercializado caiu. A caldeira é considerada o coração de uma unidade produtora de celulose.

De janeiro a março, a produção de celulose da Klabin ficou em 281 mil toneladas, baixa de 2% no confronto anual e de 29% em relação aos três meses antecedentes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 41%, para R$ 759,6 milhões, com margem Ebitda ajustada de 35%, contra 29% em igual intervalo de 2017. Ao fim de março, a dívida líquida da companhia estava em R$ 11,1 bilhões, com queda de 2% ante dezembro.

Diante disso, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu de 4,1 vezes no fim de 2017 para 3,8 vezes. Conforme a Klabin, o aumento da receita e a estratégia de disciplina de custos, "em especial na linha de despesas gerais e administrativas", explicam a forte melhora da margem Ebitda, de 29% no primeiro trimestre de 2017 para 35% no começo deste ano. A empresa investiu R$ 230 milhões no primeiro trimestre de 2018, 9% menos que o valor desembolsado um ano antes.

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